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Para suprir o déficit de mão de obra, contratar profissionais melhor qualificados e substituir a terceirização do serviço público, o governo federal anunciou a abertura de 41.080 vagas no serviço público federal que serão preenchidas por meio de concursos. Os recursos já estão garantidos no Orçamento de 2004 aprovado pelo Congresso. O ministro do Planejamento, Guido Mantega, afirmou que a medida visa melhorar as condições de atendimento ao cidadão e reduzir a terceirização dos serviços. “No período passado houve uma terceirização do Estado. Então, você fingia que trabalhava com menos gente, mas contratava por meio de firmas terceirizadas. Isso é uma ilusão”, afirmou o ministro, ressaltando que a contratação direta irá reduzir os custos ao acabar com os intermediários que eram utilizados no governo anterior. O ministro afirmou ainda que “temos falta de pessoal para gerenciamento de setores que lidam com muito dinheiro. Eles têm remuneração baixa. É preciso criar cargos que dêem responsabilidade, autoridade e remuneração suficientes para esses funcionários”. Inconformados com a decisão do governo em abrir vagas de trabalho, o PSDB, através de seu líder no Congresso, anunciou que vai ingressar na Justiça para tentar barrar as contratações. A decisão em reforçar o papel do Estado em setores importantes do país já está sendo colocada em prática. A Petrobrás abriu concurso para contratar 199 trabalhadores para cargos de nível médio e 542 para vagas de nível superior. A empresa foi uma das mais atingidas pela política de terceirização promovida no governo anterior, com a demissão de técnicos especializados para a contratação de funcionários terceirizados e não qualificados, causando inúmeros acidentes e prejuízos à empresa. Neste mesmo sentido, o governo abriu 403 vagas para o quadro de pessoal do Ministério da Ciência e Tecnologia, para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (CNPq) e para a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Para o coordenador-geral de Dimensionamento da Força de Trabalho do Ministério do Planejamento, Alexandre Kalil, o mais importante na formulação dos concursos é definir como a sociedade será servida, “porque a maneira como se escolhe os profissionais que serão contratados significa definir o padrão de atendimento e qualidade de serviços no futuro”. Nesse sentido, segundo ele, é importante trabalhar por uma valorização cada vez maior dos novos servidores, “seja numa boa definição de perfil na hora de preparar os editais, seja lhes dando a devida qualificação e responsabilidade durante o processo de trabalho futuro”. As 41 mil vagas serão distribuídas da seguinte forma: Seguridade Social, Trabalho, Educação e Esportes, 16.822; Defesa, Justiça e Segurança Pública, 8.232; Indústria e Comércio, Infra-estrutura, Agricultura e Reforma Agrária, 3.433; Regulação, 3.100; Auditoria, Fiscalização e Finanças, 2.902; Gestão e Diplomacia, 2.527; Área Jurídica, 711; Regulamentação e Fiscalização do Sistema Financeiro, 300; e 3.053 vagas em outras áreas do serviço público federal.
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