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Lula no Consea: “O combate à fome está intimamente ligado ao crescimento econômico” “A
meta agora é atender à plenitude de pessoas que precisam dos programas. E
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na última terça-feira, da reunião geral do Conselho de Segurança Alimentar onde
fez, em seu discurso na abertura da solenidade, um balanço positivo da implantação
do programa “Fome Zero” em todo o país no primeiro ano de seu governo.
“Hoje já são 2.369 municípios atendidos pelo programa com a cobertura de
1,9 milhão de famílias. A partir de junho, quando as bases do programa já
estavam implantadas, partimos dos 300 municípios
iniciais para 1 mil e 200 municípios em apenas três meses. Esses números
revelaram que o ceticismo demonstrado por algumas pessoas sobre o programa, não
havia razão de ser”, destacou o presidente. Lula
ressaltou a importância dos avanços obtidos até agora na política de combate
à fome no Brasil, mas chamou a atenção para as necessidades urgentes que estão
pela frente. Aproveitando a oportunidade, ele apresentou o novo ministro que vai
cuidar dos assuntos sociais, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias.
Lula anunciou também as novas metas do governo para os próximos anos na área
social. “A meta agora é atender à plenitude de pessoas que precisam dos
programas”, disse. “E para atingir esse objetivo”, apontou o presidente,
“são necessários mais recursos”. “Nós precisamos arrecadar mais e
colocar mais dinheiro na política social”, disse. “E para isso a economia
precisa crescer”. “Nosso
programa de política social pretende atingir onze milhões de famílias, e nós
vamos chegar lá”, garantiu o presidente. “Nós temos um ano de governo,
tenho três pela frente ainda. E tenho certeza de que nós vamos chegar lá,
porque é uma definição do governo de chegar porque a sociedade brasileira está
querendo, trabalhando e torcendo para que a gente chegue lá. E nós vamos
chegar, porque nós não estamos sozinhos nessa luta”, afirmou. Lula
relatou aos participantes do evento que sua passagem por Genebra, na semana
passada, para discutir o combate à fome, aproveitando sua viagem de volta da Índia,
“foi um grande sucesso”. “Foi uma das melhores coisas que poderiam
acontecer”, disse. “Reunimos com o presidente Chirac e com o secretário-geral
da ONU, Kofi Annan. E tínhamos também um convidado especial, que era o
presidente Lagos, do Chile”. “Lá, firmamos um protocolo e um compromisso
para trabalhar de forma mais intensa a questão do programa Fome Zero junto a
outros países”, informou o presidente. “Criamos um grupo técnico Brasil e
França para aprofundar a discussão sobre os tipos de fundos que precisamos
criar para acabar com a fome”. O presidente francês, reconhecendo o esforço
e o empenho do líder brasileiro na luta contra a fome em todo o mundo,
batizou o Fundo Mundial Contra a Fome com o nome de “Fundo Presidente
Lula”. O
combate à fome, na opinião de Lula, está ligado ao desenvolvimento econômico.
“A experiência de doação de alimentos não tem sido boa em vários países
do mundo”, lembrou. “Os países ricos falam em dar alimentos, mas temos que
ter cuidado porque muitas vezes pode ser mais para ajudá-los com sua produção
agrícola do que para ajudar os famintos”, alertou. “O que nós precisamos
é ir criando, com muita consciência, a idéia fixa de que o combate à fome
está intimamente ligado ao desenvolvimento, ao crescimento econômico e à
distribuição de renda no mundo inteiro”, ressaltou. Lula
lembrou que, quando esteve em Davos, no ano passado, falou o que “queria
falar”. “Não sei se eles queriam ouvir, mas eu queria falar sobre o “Fome
Zero” e o combate à fome no mundo porque este era o meu tema”.
Reafirmando sua posição crítica e contrária à guerra patrocinada
pelo governo dos Estados Unidos contra o povo iraquiano, Lula, que junto com
Chirac resistiram intensamente ao início da agressão, lembrou que quando
esteve com Bush, no ano passado, não perdeu a oportunidade de criticar a violência
perpetrada por seu governo contra aquele país. “Na minha conversa com o Bush
eu falei: ‘olhe, presidente, a minha guerra não é a sua guerra. A minha
guerra é contra a fome’”.
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