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Chinaglia:
BC tem que estar sob controle, inclusive da sociedade “Os
poderes devem atender a decisões democráticas. Quando se fala em autonomia do
Banco Central, temos que imediatamente refletir a que ela remete, a que
interesses ela serve. Na minha opinião, não pode haver nenhum Poder na República
que fique completamente sem controle, inclusive da sociedade”, afirmou o líder
do PT na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (SP), ressaltando que uma
eventual autonomia do Banco Central pode acabar servindo para engessar a política
econômica do país. Para
o líder do PT, é preciso “avaliar com cautela a conveniência de haver esse
debate” em 2004, pois dar início a essa discussão
“pode trazer um certo tumulto”. “Se você dá autonomia plena,
aquilo pode ser uma blindagem”, advertiu Chinaglia, observando que com um
Banco Central funcionando de forma “independente” o presidente da República
“não terá condições de alterar a própria política econômica”. “Acredito que o presidente da República já deu uma orientação ao falar sobre a questão da autonomia: ‘Olha, devagar com o andor. Não é do interesse imediato que se coloque isso como uma prioridade de governo ou de sua base de apoio’. O presidente acabou de dar um recado, limpidamente: a discussão de autonomia do Banco Central, no momento, é acadêmica. Isso deve ser entendido na sua plenitude: as prioridades são outras”, ressaltou Chinaglia.
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