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Força Aérea, Exército e verba de emergência vão socorrer vítimas das enchentes no país Ações do governo de ajuda aos desabrigados pelas chuvas que atingem 15 Estados mobilizam 12 ministérios, o Exército e a FAB. “É o mínimo que nós temos que fazer”, afirmou Lula no Piauí Para
conter os estragos causados em todo o
país pelas fortes chuvas dos últimos dias, o Exército, a FAB e 12 ministérios foram
mobilizados pelo governo federal. Depois de reunião ministerial, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que os recursos a serem liberados priorizarão
o atendimento às populações afetadas com medicamentos, comida e água potável,
além da reconstrução das vias de acesso aos municípios isolados. “Essas
ações são o mínimo das coisas que nós temos que fazer. As pessoas têm que
ter água boa para beber, comida para comer. As pessoas não podem ficar
isoladas e ao mesmo tempo as pessoas têm que ter remédios para que não peguem
nenhuma doença como a leptospirose que, pode matar”, afirmou o presidente. De
acordo com os dados recolhidos pelo Ministério da Integração Nacional, que
coordena as ações de socorro, até o meio-dia de terça-feira 84 pessoas
tinham morrido vítimas das enchentes. Já são mais de 100 mil desabrigados,
4.200 casas destruídas e 28 mil danificadas nos 15 Estados atingidos. Dentro
dos 350 municípios que sofreram com as enchentes, 16 pontes foram totalmente
destruídas, isolando diversas comunidades, e 5 foram danificadas. O
Corpo de Bombeiros de Pernambuco já enviou 36 especialistas em busca e
salvamento para o sertão do Estado para ajudar no resgate das vítimas das
enchentes. Com
esse balanço, a mobilização do governo já distribuiu duas toneladas de
medicamentos para 338 cidades, através do Ministério da Saúde; por intermédio
do Ministério da Agricultura, um avião Hércules C-130 da Força Aérea,
decolou de Brasília levando para Petrolina 16 toneladas de alimentos. De acordo
com o governo mais de 38 mil cestas básicas com 20 kg em média cada uma, remédios
e água potável já foram distribuídos aos desabrigados. O
próprio Ministério da Integração Nacional mobilizou aviões, helicópteros,
caminhões e soldados do Exército e da FAB para as ações de emergência, como
transporte e distribuição de alimentos e instalação de pontes provisórias
para restabelecer ligações rodoviárias com as localidades isoladas pelas águas. Segundo
o ministro Ciro Gomes, inicialmente “o trabalho é de emergência, para
socorrer com remédios e alimentos as vítimas das cheias. Posteriormente, o
Governo Federal agirá na execução de um programa estrutural que, entre outras
coisas, prevê a reconstrução, distante das áreas de risco, das casas destruídas
pelas chuvas”. Para
isso, o governo federal está fazendo um levantamento, enviando técnicos do
Ministério da Integração a todos os municípios atingidos pelas chuvas, para
saber a quantidade de casas que serão necessárias apenas realizar consertos e
as que ainda estão em locais com possibilidade de serem atingidas pelas
enchentes. Preliminarmente já se pode afirmar que pelo menos 50 mil casa deverão
ser construídas em locais afastados das áreas de risco. Entre
as ações definidas pelo governo federal, o Ministério dos Transportes está
encarregado pela reconstrução das entradas danificadas, inclusive as rodovias
estaduais e municipais. A determinação do presidente Lula, segundo o ministro
Ciro Gomes, é não restringir recursos na fase inicial de combate aos prejuízos
das enchentes.
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