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 Cartas

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Nobel da Guerra

A indicação de Bush e Blair para o prêmio Nobel da Paz foi formalizada pelo deputado norueguês Jan Simonsen. Os tempos mudaram. Como pode alguém sugerir tal absurdo? A invasão do Iraque, alegada pelo falso motivo da existência de armas químicas que jamais foram encontradas, e que resultou na matança de milhares de pessoas, na destruição de patrimônio histórico e relíquias, na agressão imposta ao presidente Sadam Hussein e seu povo, quando o real e hoje explícito motivo do ataque foi o de subtrair riquezas do subsolo iraquiano, jamais poderiam outorgar o direito a Bush e Blair de concorrerem ao Nobel da Paz, antes um prêmio sério. Sugiro que se crie o prêmio Nobel da Guerra para que o deputado norueguês realize seu sonho de ver suas duas indicações contempladas e, para completar a lista de Jan Simonsen, Ariel Sharon, o algoz destruidor da Palestina, também pode ser incluído.

Fernando Al-Egypto – Rio de Janeiro (RJ)

  Leonel Brizola

Muito bem! Mais uma vez venho a esse jornal apoiar um seu escrito. Na data de 1º de fevereiro, leio do Júlio Ferreira, de Recife, num raro desdobrar de pensamento, que está levemente desapontado com seu ídolo, Leonel Brizola. E mais uma vez vejo a  Hora do Povo portar-se dignamente, com coerência, ao defender esse grande político, Leonel de Moura Brizola. Cai muito bem a frase de Lênin ao referir-se às águias que, às vezes, voam muito baixo. A Hora do Povo tem uma coerência invejável, isto é, para quem ama esse povo. Apelo para o Júlio Ferreira perscrutar mais um pouco. Ele se me parece jovem, pois eu tenho quase 81 anos, sou ex-combatente de uma guerra (2 ª) mentirosa, que foi ganha pela URSS (ao que omite a mídia dos  EUA esse feito eslavo) e que perdeu, para isso, mais de vinte milhões de vidas, afinal. E a nossa mídia se lhe segue. Já li que o Estado do Rio Grande do Sul é o mais alfabetizado. Isso porque quando aqui cheguei, em 1948, nas colônias só se falavam dialetos, italiano, alemão, etc. E ele, Leonel Brizola, no pós-1961, quando governador, construiu quase quatro mil escolas pelo interior do Estado em 4 anos, e teria feito muito mais se seu mandato fosse mais longo. Estou, assim, com o mesmo sentimento da Hora do Povo.

Sebastião Martins - Porto Alegre (RS)

  Projeto Rondon

Merecia um pouco mais de repercussão e apoio, tanto por parte da imprensa quanto da sociedade civil, a proposta da UNE (União Nacional dos Estudantes), formulada ainda no final do ano passado, no sentido de que seja retomada pelo Ministério da Educação a idéia do antigo Projeto Rondon, importante instrumento de extensão acadêmica, que no período de 1967 até 1989 foi um decisivo fator de estímulo à inclusão social de regiões menos desenvolvidas do Brasil. Recorde-se que o Projeto Rondon era baseado na prestação de serviços técnicos e sociais, efetuados por estudantes, que se inscreviam em suas unidades de ensino para, durante seu período de férias, serem transportados para regiões remotas, onde passariam um período em contato direto com as populações carentes, ofertando serviços voluntários inerentes aos cursos que estivessem fazendo. Tenho certeza que a reativação do Projeto Rondon teria o dom de aplicar um “choque de realidade” em nossa juventude universitária, acordando-a para as dificuldades em que vive uma grande parcela da nossa população interiorana, absolutamente excluídas das benesses dos avanços do mundo moderno.

Júlio Ferreira – Recife (PE)

Nota da Redação: Estamos de acordo, Júlio.

  Micróbios

Com as enchentes, passou a grassar na televisão um novo tipo de micróbio - na verdade, novo, não, pois jã estava lá, mas está revelando agora, de forma mais clara, o seu carãter patogênico: um bando de demagogos, matracas, que atribuem os problemas enfrentados pela população com as chuvas ao governo. Enquanto era o Fernando Henrique, que deitou sobre o país uma catástrofe que nada tinha de natural, a culpa era de Deus. Agora, a culpa da chuva é do governo.

Aloísio Lokiec - São Paulo (SP)

  Ciência e Tecnologia

Olá caros amigos deste grande Jornal Hora do Povo. Em primeiro lugar não poderia deixar de lhes pedir um favor: continuem produzindo um jornal com notícias verídicas de fato. Gostaria de lhes pedir, se possível, para fazer uma análise: não ficou estranha a troca de ministro da pasta de Ciência e Tecnologia? Trocou-se somente o ministro, pois a pasta continuou com o mesmo partido. Penso que o ministro anterior não estava agradando a “setores” internacionais e entreguistas de nosso país, pois ele estava muitíssimo empolgado com a cooperação de países que não os EUA, como a China e a Ucrânia. Defendia também o desenvolvimento de armas nucleares para defesa (pois só os países que possuem tais armas tem interesse em não proliferação de tais armamentos).

Miguel Ângelo - Juiz de Fora (MG)

Nota da Redação: De fato, Miguel, Roberto Amaral era um excelente ministro. Ele foi realmente muito pressionado  pelos  interesses imperialistas e seus porta-vozes. Não percebemos, entretanto, nenhum sinal de que o governo pretendesse afastá-lo. Pelo contrário, ele pediu demissão e o Lula recusou. Ele insistiu e houve a substituição. Mas acreditamos que o novo ministro também tem um currículo que o recomenda. Inclusive ele é neto do grande Miguel Arraes, e você sabe como é: se filho de peixe peixinho é, imagine então neto!

Golpe da Brasil Telecom

Prezados amigos e digníssimos jornalistas da Hora do Povo, do qual sou leitor assíduo: em primeiro lugar, meus cumprimentos pelo noticiário verídico e sem rabo preso com os falsários da imprensa maquiadora dos interesses não nacionalistas e propino-subreptícios imperialistas, os quais ficam noticiando mentiras e abobrinhas cada vez mais difíceis de engolir. Gostaria de repassar uma carta que fiz de divulgação de um golpe abusivo que sofri de uma famigerada multinacional das telecomunicações, da qual somos reféns graças ao decrépito FHC que leiloou as empresas brasileiras aos especuladores financeiros internacionais: evitem comprar o serviço BR Turbo (provedor de internet ADSL da Brasil Telecom). Eles me ofereceram por telemarketing o serviço, aceitei e me disseram que era pré-requisito obrigatório comprar o modem especial para instalar o ADSL nas Lojas Americanas antes de instalar o BR Turbo. Me disseram que para o meu número telefônico havia disponibilidade de ter o BR. Bom, sendo assim, paguei R$ 370,00 no modem que eles indicaram (no modelo mais barato!) nas Lojas Americanas e esperei o prazo de poucos dias que eles me deram pra instalar. Foi uma seqüência de enrolação absurda: eles não instalavam o ADSL e toda vez que eu ligava pra reclamar, eles me davam o número de um protocolo de reclamação e pediam mais um prazo pra solucionar alegando “dificuldades técnicas”... Isso ocorreu várias vezes, até que comecei a perder a paciência e ameacei processá-los. Finalmente mandaram uma empresa terceirizada e a técnica me deu um laudo dizendo que em toda a Eminha rua não existia possibilidade alguma de instalar o ADLS, pois não havia sinal, e que inclusive outros moradores da minha rua também passaram pela mesma situação. O pior é que algumas semanas após tudo isso ocorrer, eles ainda estavam debitando na minha conta telefônica o serviço do ADSL! Por favor, amigos, divulguem ao máximo para evitar que mais pessoas sejam vítimas desses tubarões Brasil Telecom e gusanos afins.

Rodrigo Santos – Florianópolis (SC)

  Analfabetismo

Vocês representam um tipo de veículo honrado, pois não se curvam ao ridículo dos sanguessugas que maltratam o povo. Obrigado por dar oportunidade de mostrarmos nossa humilde arte. Sucesso sempre, pessoal.

“Para um país analfabeto,  
enchada com “x” é  
um sinônimo de atrofia  
e dominação;  
vergonha e acomodação,  
destruição total  
da evolução desta espécie  
que não merece  
tanta “descaraquiterização”;  
submissão de um “cistema”  
sem lema, nem nada  
para este país analfabeto
é preciso  
traduzir tudo à percepção.  
um conclame elegante  
e desesperado,  
tão esperado  
de alguém que todos os dias,  
sem “nhiaria”,  
heroicamente:  
“A gente temos que fazer alguma coisa!”

Valcir Costa Silva – por correio eletrônico

 
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