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Venezuelanos festejam com Chávez cinco anos do levante de 2 de fevereiro

“Nós governamos cinco anos que valem por quinhentos. Esses governos entregues a interesses oligárquicos anti-nacionais ficaram na história. Este Palácio, esta casa, agora não é dos vende-pátria, é a Casa do Povo, é a casa soberana dos venezuelanos e hoje estamos comemorando cinco anos desde aquele 2 de fevereiro de 1999”, afirmou o presidente da República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frias, em seu discurso por ocasião do cinco anos do levante cívico-militar de 2 de fevereiro, nesta segunda-feira.

Ministros, deputados da Assembléia Nacional que conformam o Bloco da Mudança, dirigentes de entidades populares, intelectuais e artistas acompanharam a população que participou massivamente do ato de apoio à revolução em curso no país.

  ESPERANÇA POPULAR  

“Aquele dia 2 de fevereiro se instalou aqui um governo que vinha fazer o que devia ser feito: romper com o passado e abrir as portas do futuro. Este governo não chegou aqui para trair o nosso povo, e sim para se comprometer cada dia com a esperança popular”, apontou Chávez, acrescentando que neste período “veio a Constituinte; veio a relegitimação; e veio a nossa grande vitória; vieram as leis Habilitantes de 2001; e veio o golpe fascista de 2002 e veio a rebelião cívico-militar do 13 de abril de 2002 que marcou a história do nosso país”.

  UNIÃO E RESPEITO À CONSTITUIÇÃO  

“Eu aproveito esta noite para fazer um chamado a todos os venezuelanos neste dia de aniversário, incluindo àqueles que não compartilham nosso ponto de vista: sempre lhes falei que têm direito a conformar uma oposição, mas que seja uma oposição honesta, leal com o país, que aceite a Constituição e as leis, que se respeite o outro, que respeitemos as instituições, que é a única forma de ter uma República, sólidas instituições, e um povo unido respeitando a diversidade e as diferenças”, frisou Hugo, alertando aos desavisados sobre a tensão que a máfia golpista procura criar através de pressões e até ingerências descabidas do governo dos EUA, para que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), reconheça as assinaturas fraudadas que permitiriam convocar um referendum revogatório do mandato do presidente.

Chávez apontou que o compromisso e o sonho que o levou a Miraflores “não parou de crescer”, e agradeceu o apoio que o povo vem lhe dando. “Vamos adiante compatriotas, que a luta continua. O caminho continua, cada vez mais largo e frutífero”, concluiu.

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