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Bush
põe fraudador Cheney para investigar fraude dos forjados arsenais
iraquianos
Ante
a crescente indignação provocada pelas mentiras deslavadas sobre a existência
de armas de destruição em massa inventadas com o objetivo de justificar a
agressão ao Iraque e a tentativa de saque de seu petróleo, W. Bush foi forçado
a acenar, na segunda-feira, dia 2, com a criação de uma comissão de fancaria
para “investigar” as “informações” dos serviços secretos sobre
os “arsenais” que se espalhariam pelo país que planejavam invadir. Para
não deixar dúvidas sobre a “independência” da investigação, Bush
determinou que o encarregado de organizá-la é seu vice, Dick Cheney, a figura
do governo que mais mentiu sobre a questão, e que está diretamente envolvido
nos escândalos das mamatas que beneficiam as corporações do
petróleo e da indústria bélica no Iraque, como Halliburton e Lockheed. As
declarações de David Kay – que ficou à frente da equipe de “buscas” das
armas de extermínio no Iraque durante 6 meses, em 2003 – no senado americano,
no final de semana passada, quando afirmou que “estávamos errados em quase
tudo”, em relação à existência de arsenais e a saraivada com que os
principais candidatos do Partido Democrata o estão alvejando fazendo seu plano
- e das corporações - de re-eleição definhar irremediavelmente levaram Bush
a tentar se safar do triste fim com a encenação. A
comissão encarregada da pesquisa, que terá 9 membros indicados pelo insuspeito
Bush, segundo a agência Reuters, disporá de um ano – com direito à prorrogação
– para entregar suas conclusões, manobra através da qual a Casa Branca
pretende enrolar até depois das eleições de novembro próximo. Tony
Lulu Blair, seguindo as pegadas do chefe, anunciou também, na terça-feira, dia
3, uma investigação “independente” sobre o trabalho de inteligência em
torno das armas de destruição em massa no Iraque. “Seria grotesco que as
agencias de inteligência carregassem a culpa de uma decisão de Bush e de
Blair. O povo britânico tem direito de saber porque fomos à guerra com uma
justificação falsa”, assinalou Robin Cook, ex-ministro de Relações
Exteriores, que renunciou por causa da agressão ao Iraque.
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