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Teatro no Iraque

Os Estados Unidos estão brincando de teatro com a população mundial e, em particular, com a muçulmana ao encenar esse “julgamento” de Sadam Hussein. Quando que esse governo que está no poder entre aspas no Iraque tem moral ou autoridade para julgar alguém? Quem precisava de um julgamento urgente pela insanidade e prepotência com que vem dando as cartas no mundo era George W. Bush, mas a ONU, a quem caberia esse papel, também sucumbiu ante sua arrogância. Pelo menos da condenação da história ele não escapará.

Habib Saguiah – Marataízes (ES) 

Vergonhoso simulacro

Dentre a grande farsa da “transferência do poder no Iraque aos iraquianos”, forjaram esse  imaginoso julgamento de Sadam Hussein. Se não fosse um evidente e vergonhoso simulacro de justiça, em vez dessa aberrante canalhice, quem deveria estar no banco dos réus diante de um tribunal legítimo seria o casal Bush/Blair, cuja parceria sob a forma de verdadeira fantasia sexual, fracassada  graças à resistência do heróico povo iraquiano, tinha por objeto assaltar o petróleo daquele país.

Oswaldo Catan – São Paulo (SP) 

Rádio Nacional

Com orgulho, esperança e emoção, acompanhei as solenidades de reinauguração da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, um dos maiores patrimônios da história das comunicações brasileiras, que inexplicavelmente estava abandonado pelo poder público. Essa é uma notícia que me toca profundamente. Filho de uma ex-funcionária da discoteca da Rádio Nacional, pude, durante boa parte da minha infância e adolescência, nos idos dos anos 50 e 60, freqüentar assiduamente os últimos andares do edifício “A Noite”, na Praça Mauá, onde funcionava aquele expoente da radiofonia brasileira. Naquela época, graças à inocência que só as crianças “tinham”, convivia com os maiores ídolos da era do rádio, a exemplo de César de Alencar, Paulo Gracindo, Emilinha Borba, Marlene, Orlando Silva e Luiz Gonzaga. Para homenagear todos os que fizeram o período romântico da Rádio Nacional, relembro duas figuras absolutamente emblemáticas da emissora: Milton Rangel e Cauê Filho, que personificavam os inesquecíveis “Jerônimo, o herói do Sertão” e “Moleque Saci”. Que coisa boa é ter do que sentir saudades!

Júlio Ferreira – Recife (PE) 

Gays

Estarrecedora a posição preconceituosa deste jornal em relação aos gays. É lamentável que uma publicação tão libertária, em questões políticas, também seja tão estreita em questões humanas, enfim... nada é perfeito. Meu irmão é gay e a família inteira o aceita assim mesmo. Nós não vamos rejeitar uma personalidade luminosa e vivaz, só porque algumas pessoas preferem viver na idade média. Fica a seguinte lição: quanto maior a aversão, maior a tendência, senhores homofóbicos!

Mário Foz – por correio eletrônico

Nota da Redação: Prezado Mário: seria não só estarrecedor, mas impossível, se fôssemos de verdade libertários em questões políticas e estreitos nas humanas, porque a política é a mais importante, a mais significativa das questões humanas, a que diz respeito à identidade coletiva do homem, à sua ação mais profundamente coletiva. Homofobia e aversão nós notamos é nessa sua declaração de que aceita o seu irmão gay “assim mesmo”. Ora essa, e por que não deveria aceitá-lo? Ter algum problema é motivo para não aceitarmos as pessoas? É preciso que elas sejam perfeitas para que as aceitemos? Mas aceitar as pessoas não significa mentir para elas - ainda que não signifique também atazaná-las com as nossas verdades. O HP respeita e tem consideração pelos homossexuais, não faz demagogia às custas deles. Diz-lhes aberta e francamente, se quiserem ouvir: você tem um problema, uma repressão que te prejudica, te limita, obstrui o teu desenvolvimento; enfrentar ou não esse problema é decisão sua. Achar que para enfrentar os homofóbicos é preciso negar que o homossexualismo é um problema, uma limitação, é muita intimidação diante deles, ou sinal de que se é um deles.

PS: A permissividade em relação ao homossexualismo é muito anterior à Idade Média. Era típica da corte imperial romana, da decadência da Grécia antiga e em períodos ainda mais remotos.

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