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BNDES resgata papel de Getúlio no desenvolvimento nacional

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), presidido pelo professor Carlos Lessa, realizou, no dia 21 de junho, o segundo Seminário “Vargas e o Projeto de Desenvolvimento Nacional”, com o programa “Povo e Inclusão Social”, com a participação do deputado federal Chico Alencar (PT/RJ), do médico e professor no IMS/URJ José Noronha, da professora de Sociologia da UFRJ Anna Maria de Castro, e da professora da UFF e pesquisadora do CPDOC, da Fundação Getúlio Vargas, Ângela Castro Gomes. A neta de Getúlio Vargas, Celina Vargas, que é da Comissão Organizadora da série de três seminários, também esteve presente.

“É muito importante revisitarmos o passado para interpretar o presente e buscarmos inspiração em relação ao futuro. O nosso interesse principal é a pauta de Vargas, sobretudo no que ela tem de inovador, no que ela tem para nos apontar o futuro, e na dimensão do solo, do território e a questão da soberania e Amazônia”, afirmou Lessa.

O deputado federal Chico Alencar ressaltou a importância do seminário: “Nós, quando nos dispomos a colocar o Brasil numa nova era, entendemos que essa nova era signifique a incorporação da chamada Era Vargas e, obviamente, para ultrapassá-la, mas não pela precarização de direitos, não pela desconstituição daquilo no qual ela foi muito virtuosa”. 

QUESTÃO SOCIAL 

Para o médico José Noronha, “a questão social foi o elemento central das políticas do governo Vargas”, lembrando as palavras de Getúlio em campanha eleitoral em 1930: “Não se pode negar a existência da questão social, como um dos problemas que terão que ser encarados com seriedade pelos organismos públicos. As medidas devem compreender a instrução, educação, higiene, alimentação, habitação, proteção às mulheres e às crianças, a invalidez e a velhice, o crédito do salário, esportes e culturas artísticas”.

 A professora Ana Maria de Castro lembrou as medidas de Getúlio visando o combate à fome com a instalação de diversos restaurantes populares nos estados e, paralelamente, tomando medidas para que o comércio de alimentos oferecesse preços baixos e qualidade., além de garantir ao trabalhador o salário mínimo.  “Estou segura em afirmar que, no seu tempo, para Getúlio Vargas não houve década perdida”, ressaltou a professora.

Lessa inaugurou, logo após o seminário, a exposição “Rio & Buenos Aires - Duas Cidades Modernas”, no térreo do Banco.

J. C. MOUTINHO/SUCURSAL RIO 

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