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Celso Amorim na reunião dos países da bacia amazônica: “A nossa união nos fortalece e reforça a soberania de cada um dos nossos países” O ministro das Relações
Exteriores, Celso Amorim, defendeu a integração dos países amazônicos na
reunião da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). “A
OTCA começa a afirmar-se como o mais importante instrumento de aproximação
entre os países da bacia amazônica. A nossa união nos fortalece e reforça a
soberania individual de cada um dos nossos países. A integração não é
contraditória com a soberania, muito pelo contrário, ela será um reforço do
exercício, em alguns casos conjunto, e sempre em colaboração uns com os
outros, da nossa soberania. A valorização e o desenvolvimento sustentável da
Amazônia são sem dúvida a melhor forma de proteção dos nossos interesses.
Será também a forma de responder às expressões, por vezes equivocadas, que
ouvimos de vários quadrantes do mundo sobre a questão da adequação e do
manejo adequado desses recursos”, afirmou o embaixador. COBIÇA EXTERNA Chamando atenção para a cobiça
internacional sobre a região, Amorim disse que “a Amazônia desperta, é
natural, grande atenção mas também interesse, na comunidade internacional.
Temos que permanecer atentos a questões como a proteção da biodiversidade e
dos conhecimentos tradicionais, com base nos ganhos conceituais e normativos da
Convenção sobre Diversidade Biológica. Trata-se de assunto que, como todos
sabem, está também incluído na pauta de discussões da OMPI, Organização
Mundial de Propriedade Intelectual e da OMC, Organização Mundial do Comércio”. BIODIVERSIDADE Destacando a concentração de riquezas, Amorim afirmou que “está na Amazônia a maior reserva de biodiversidade do planeta, com tudo o que isso significa em termos de desafio para que sejamos capazes de assegurar o seu uso racional e sustentável. Na Amazônia se localiza nada menos do que um quinto da água doce da superfície no mundo. Esse recurso talvez brevemente se torne um dos recursos mais importantes de todos os recursos planetários. É uma das maiores reservas mundiais de recursos florestais e minerais”. A integração do continente sul-americano também foi destacado pelo chanceler brasileiro: “É também preciso articular as atividades da OTCA com nossos esforços mais amplos de integração física e econômico-comercial. A nossa Secretária falou já aqui da integração da América do Sul como um passo importante que está sendo dado. Estamos acertando os últimos elementos do tratado entre a CAN, a Comunidade Andina, e o Mercosul, da mesma maneira que temos trabalhado com o Suriname e a Guiana em acordos comerciais com o Mercosul, e dessa maneira teremos as bases, juntamente com esforços de integração física sempre adequados, também, às necessidade ambientais, teremos a base adequada para uma verdadeira integração da América do Sul, que terá na Amazônia um dos seus fulcros principais”. Entre as autoridades que
estiveram presentes, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; Rosalía
Arteaga, secretária geral da OTCA, Edgar Camacho, embaixador da Bolívia e
presidente da Comissão de Coordenação dos membros da OTCA e embaixadores dos
países amazônicos.
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