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Fiesp debate as prioridades da política industrial para SP

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva, disse que a realização do II Congresso da Indústria, realizado nos dias 1 e 2 de julho teve como objetivo “responder diretamente ao novo momento que a indústria vive hoje, dentro do cenário político e econômico do País”, destacando que “o teste de realidade desses novas relações aconteceu quando a Petrobrás decidiu encomendar para a indústria do seu próprio país a construção das gigantescas plataformas P-51 e P-52. São investimentos da ordem de 4 bilhões de dólares, em três anos, que criarão milhares de empregos industriais no Brasil”.

“Nosso objetivo é dar um passo além do diagnóstico, e apontar medidas concretas para o desenvolvimento das vocações setoriais e regionais deste nosso grande Estado”, afirmou Piva na abertura do evento que reuniu os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, da Fazenda, Antonio Palocci, e o governador Geraldo Alkimin.

No painel sobre arranjos produtivos, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, disse que é preciso substituir a concorrência pela cooperação, ressalvando que o banco está olhando para o setor produtivo com “a máxima atenção”, uma vez que o ambiente é favorável ao fortalecimento das pequenas e médias empresas.

Lessa disse que a maior demanda desse segmento é por crédito para capital de giro, mas que o banco vai procurar dar suporte às empresas em outros segmentos: “Estamos extremamente interessados em dar suporte em inovação tecnológica”, disse.

O evento reuniu cerca de 1.500 empresários.

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