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Valadares: “tecnologia brasileira do enriquecimento de urânio é objeto da cobiça internacional” O senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) defendeu em discurso no Senado o programa nuclear brasileiro como forma de poupar divisas, aumentar a tecnologia nacional e tornar o Brasil auto-suficiente em enriquecimento de urânio para alimentar as usinas nucleares, deixando de ser dependente dos Estados Unidos, Canadá e Alemanha. “Nossos cientistas não perderam tempo e, trabalhando contra todos os obstáculos, criaram uma tecnologia de enriquecimento 100% nacional e superior à que existe no mundo inteiro. No segundo semestre, já estará funcionando a primeira usina de enriquecimento em Resende, apta para uma certa escala industrial”, afirmou o senador ao exaltar o trabalho dos cientistas brasileiros e ao denunciar o boicote efetuado pelo governo anterior contra o programa nuclear brasileiro através do sufocamento financeiro. Valadares salientou que mesmo com o programa nuclear ter sido colocado “de lado pelo governo anterior, com sucessivos cortes orçamentários”, conseguimos desenvolver uma grande tecnologia na área para processar a sexta reserva natural de urânio em estado natural do planeta, fato que está se tornando “objeto de cobiça internacional”. De acordo com Valadares, “mesmo dispondo de uma fartura de urânio natural, somos importadores de urânio enriquecido para abastecer nossas usinas nucleares de Angra 1 e 2. O urânio brasileiro bruto vem sendo exportado para o Canadá e, em seguida, para a Alemanha, e só depois dessa volta, quando devidamente centrifugado, é que ele retorna para ser utilizado em nossas usinas. Com esta ‘viagem’ estamos gastando cerca de 12 milhões de dólares por ano”.
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