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Congresso da UMES convoca mutirão em defesa da Educação e do Brasil

Reunidos na Câmara Municipal de SP, estudantes elegem nova diretoria da UMES e lançam campanha pela aprovação das cotas nas universidades

“Esses mais de mil estudantes aqui reunidos vão voltar para suas escolas levando as nossas bandeiras de luta em defesa da Educação, fortalecendo cada vez mais nossa entidade para construirmos um Brasil melhor para todos”, afirmou o presidente da UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo), Gabriel Alves, eleito no 17º Congresso da entidade, no último dia 3, na Câmara Municipal de São Paulo. O Congresso - com mais de mil participantes, sendo 484 delegados representando 115 escolas de todas as regiões da cidade – foi palco de uma série de debates divididos pelos temas Carteira e Movimento Estudantil, Situação Nacional, Situação Internacional, Educação e Cultura.

Para Gabriel, “a grandeza deste Congresso expressa muito bem o trabalho que a UMES vem realizando no município de São Paulo”. Segundo ele, é essa mobilização que garantirá a aprovação da política de cotas, “que permitirá aos estudantes, filhos dos trabalhadores, chegar à universidade pública, ocupando de maneira justa o seu lugar”.

Entre as decisões do Congresso estão o apoio à política de cotas, a luta por mais verbas para a Educação, ampliação do direito ao meio-passe para estudantes de cursinho pré-vestibular, uma moção de repúdio à política imperialista de Bush, e ainda o apoio e solidariedade ao povo palestino, à resistência iraquiana e à revolução bolivariana, propostas que serão mote de uma imensa manifestação no dia 11 de agosto, Dia do Estudante. 

Segundo Ronaldo Teixeira, representante do Ministério da Educação (MEC), que participou do Congresso, “o MEC apresentou projetos capazes de dar um novo rumo para o nosso ensino, instituindo através do Congresso Nacional a reserva especial de vagas de 50% das universidades públicas para todas aqueles que cursaram o ensino público”.

“Devemos aproveitar esta oportunidade de discussão para debater as cotas, política nacional e emprego, para construirmos uma educação de qualidade voltada principalmente para a população mais pobre”, declarou a secretária de Educação do município de São Paulo, Maria Aparecida Perez, durante o encontro.

Representando o movimento universitário, Pedro Campos, diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE), ressaltou que é, “muito importante nesse segundo semestre que a UMES e a UNE lutem com toda a força para garantir a cota nas universidades públicas, que será conquistada com muita mobilização, com os estudantes nas ruas”.

“Este projeto que está no Congresso é muito importante, pois é uma oportunidade ímpar para que o filho do pobre possa estar na sala de aula”, afirmou Ubiraci Dantas, vice-presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

O Congresso contou ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Arselino Tatto; do secretário de Governo da Prefeitura Municipal de São Paulo, Jilmar Tatto; da representante do PMDB e ex-vereadora Lídia Correa; da presidente da Confederação das Mulheres do Brasil (CMB) e da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM), Márcia Campos; do vice-presidente da Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) e coordenador nacional da Juventude Revolucionaria 8 Outubro (JR8), Mauro Bianco; do presidente do Centro Popular de Cultura da UMES, Valério Benfica.

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