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Dirigentes da Frente Ampla do Uruguai rechaçam ingerência ianque

“Não é o governo dos EUA que vai nos dizer em quem temos que votar”

Dirigentes e parlamentares uruguaios da Frente Ampla rechaçaram publicamente as declarações do embaixador dos Estados Unidos em Montevidéu, Martin Silverstein, que declarou em coletiva de imprensa que a relação entre o Uruguai e seu país dependerá de que as próximas eleições no país “sejam livres e justas”.

“O povo uruguaio pode dar aulas de eleições e de transparência aos norte-americanos. Não é o governo dos EUA que vai nos dizer em quem temos que votar”, afirmou o senador e candidato a vice-presidente pelo Encontro Progressista-Frente Ampla, Rodolfo Nin Novoa, acrescentando que no Estado da Flórida “ainda não se sabe a quantidade de votos que tiveram os candidatos presidenciais há três anos, numa eleição duvidosa”.

A senadora do Partido Comunista, Marina Arismendi, declarou que a política de ingerência dos EUA, que se repete em vários países, reflete “uma total falta de compostura. As declarações de Silverstein são o cúmulo da intromissão nos assuntos internos do Uruguai”.

“As palavras do embaixador da Casa Branca são uma demonstração da dependência a que este governo levou o nosso país, e da necessidade de eleger Tabaré Vazquez para presidente e a chapa da Frente Ampla”, acrescentou.   

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