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Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br hp@webcable.com.br Dignidade Aquele tal de William Wackavaiprobrejo não se conforma com o que ele tem chamado de “pose” de Sadam – o pobre não sabe o que é dignidade – e queixa-se de que o Presidente do Iraque não está “colaborando” com a “justiça”. Entrementes o Jabor, que às vezes fica quase lúcido, deve ser advertido de que os iraquianos não precisam “ter saudade do velho e bom Sadam Hussein”, pela boa e simples razão de que o mesmo continua no país e o seu partido, o Baath, continua executando a estratégia de resistência organizada por ele. Enquanto isso, Collin Powell solta a franga no Extremo Oriente, bem longe do incômodo da língua babona de Ana Paula Padrão de Subserviência, lambendo-lhes os culhões. Abraços e continuamos na luta, camaradas. Doris Gibson – Olinda (PE) Nota da
Redação: Como é que
foi, companheira? O que é que aconteceu? Nós não estamos sabendo de nada... Greve no Judiciário Sou servidor público estadual do Poder Judiciário de São Paulo, leitor deste conceituado veículo de comunicação, o jornal “Hora do Povo”. Percebi que a imprensa, em geral, não está dando crédito para a paralisação dos Fóruns Judicial e Departamentos do Tribunal de Justiça em todo o Estado de São Paulo, que chega à média de 80% de servidores em greve. Nesta terça-feira, os escreventes-chefe (cargo de confiança) do Departamento de Processamento de Segunda Instância, localizado no Palácio da Justiça, sede do Poder Judiciário paulista, em reunião, resolveram fazer um ato de protesto contra a cúpula do TJ paulista e contra o governador Geraldo Alkmim pelo descaso quanto aos assuntos de reposição salarial dos funcionários da Justiça. Os grevistas não estão pedindo aumento de vencimentos, apenas querem a reposição das perdas salariais, perante a inflação que vem deteriorando a renda do trabalhador brasileiro. Paulo Ney Molinaro – por correio eletrônico Ao comemorarmos o centenário de nascimento de Pablo Neruda, torna-se pertinente que entidades internacionais criem comissões isentas, para investigar seriamente os episódios que culminaram com a morte do poeta. Segundo a “versão oficial”, Neruda teria falecido em conseqüência de um câncer, poucos dias após o golpe militar, liderado pelo general Augusto Pinochet, que instalou a brutal ditadura chilena. Que me desculpem os “conformados de alma”, mas eu não engulo essa coincidência extremamente favorável ao governo de terror iniciado no Chile, no dia 11 de Setembro de 1973. Após assassinarem o presidente Salvador Allende, o comando golpista sabia que Pablo Neruda, pela sua condição de cidadão do mundo, com extremo prestígio e credibilidade junto à mídia internacional, seria o único opositor que poderia repercutir discordâncias ao novo regime. Aproveitando-se do fato de que Neruda vivia praticamente isolado, em sua residência na remota Isla Negra, no litoral chileno, seria factível a elaboração de um complô visando “abreviar” o tempo de vida do poeta. Não digam que é impossível, até porque, naquela ocasião, contando com o irrestrito apoio técnico, financeiro e logístico do governo dos EUA, os generais chilenos “podiam tudo”. Júlio
Ferreira – Recife (PE) Criança e adolescente O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), completando neste treze de julho quatorze anos, continua jogado às traças, tido como letra morta e sendo até difamado, malgrado seja, sem dúvidas, um avançadíssimo instrumento legal. Bastaria que se cumprissem cinco dos seus 267 primorosos artigos para não se ver crianças e adolescentes nas ruas cometendo infrações penais. Confira-se, são eles os artigos: 3º: “a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que se trata essa lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e dignidade”; entre outros. Vamos, pois, defender e pôr em aplicação o Estatuto, em vez de se estar falando e pregando, demagógica ou ignorantemente, a diminuição da idade penal como fórmula de combate à criminalidade infanto-juvenil. Oswaldo Catan – São Paulo (SP) |