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Ministro Eduardo Campos na posse do novo presidente da AEB

‘Estão assegurados recursos para lançar o VLS em 2006’

De acordo com o  novo presidente da AEB, engenheiro Sérgio Gaudenzi, “vamos dar continuidade ao Programa Nacional de Atividades Espaciais, que foi objeto da paixão, da inteligência, do trabalho e até dos sacrifícios de tantos que nos precederam”

O ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, empossou no último dia 6 na Presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB) o engenheiro Sérgio Maurício Brito Gaudenzi, ex-professor da UFRJ. A solenidade contou com a presença do ministro da Defesa, José Viegas Filho.

“O Programa Nacional de Atividades Espaciais é estratégico para o desenvolvimento soberano do País. A importância da capacitação no domínio da tecnologia espacial em seu ciclo completo - abrangendo satélites e cargas úteis, veículos lançadores e centros de lançamentos - decorre de sua relevância para o futuro do Brasil. Nenhum país repassa a terceiros tecnologias estratégicas. Teremos de desenvolvê-las aqui, com um grande e integrado esforço, para superarmos os desafios científicos da era das comunicações e do sensoriamento por satélites”, afirmou Eduardo Campos.

Dentre as prioridades do Programa está a retomada das atividades da base de Alcântara, no Maranhão: “Estão assegurados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva os recursos financeiros para a reconstrução das estruturas no Centro de Lançamento de Alcântara e para o lançamento do VLS em 2006. Os técnicos brasileiros, civis e militares, são plenamente capazes de executar todas as etapas do programa espacial, como atestam especialistas da Rússia, da China e da Ucrânia, países que cooperam com o Brasil neste setor”, disse.

O novo presidente da AEB também destacou a importância do desenvolvimento e da retomada do VLS. “Estamos em um momento importante deste projeto, precisamos repensar juntos, governo e sociedade, quais os caminhos a seguir sem esquecer o compromisso já assumido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de colocar no espaço o Veículo Lançador de Satélites até 2006”, sublinhou Gaudenzi, uma vez que “é um compromisso do presidente e compromisso de presidente tem de ser realizado”.

O professor Luiz Bevilácqua, ex-presidente da AEB, ressalvou o trabalho dos técnicos da instituição e conclamou: “Acreditem no Brasil. Estamos capacitados para fazer um programa espacial bem sucedido com tecnologia nacional”.

O ministro Eduardo Campos ressaltou ainda a importância da tecnologia espacial na utilização dos recurso naturais e a preservação do meio ambiente, sendo que no Brasil já é utilizada em áreas como agricultura, energia, ocupação da terra, recursos hídricos, expansão urbana e impactos ambientais decorrentes das mudanças climáticas. “O programa sino-brasileiro, uma cooperação internacional das mais exitosas, é hoje o principal instrumento para monitoramento da região amazônica”, destacou.

“Somente os países que dominam a tecnologia espacial poderão ter autonomia na elaboração de cenários de evolução global, que levam em conta tantos ao impactos da ação humana quanto os de fenômenos naturais”, destacou Campos, em alusão às condições de negociações entre os países, de maneira soberana.

Gaudenzi defende um trabalho integrado entre governo, Congresso, universidades, institutos de pesquisas e empresas para desenvolver o Programa Espacial Brasileiro,  “esteio para a afirmação da soberania nacional”. “Tenho a certeza de que não só no âmbito da Agência, mas na estreita e leal cooperação com os nossos parceiros - do Deped, do CTA, do Inpe, da Infraero, da comunidade científica, das universidades, vamos dar continuidade ao Programa Nacional de Atividades Espaciais, que foi objeto de paixão, da inteligência, do trabalho, dos sonhos e até dos sacrifícios de tantos que nos precederam, aos quais devemos sempre prestar a nossa homenagem e proclamar o nosso reconhecimento. Graças a eles o Brasil possui solitariamente no nosso hemisfério um programa espacial”, concluiu.   

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