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Presidente da AEB repele ingerência sobre Alcântara

Ao ser empossado na Presidência da Agência Espacial Brasileira (AEB), o engenheiro Sérgio Maurício Brito Gaudenzi afirmou que o Brasil não fará acordos para a utilização da Base de Alcântara, no Maranhão, com  países que não repassem tecnologias.

Ele criticou a proposta dos Estados Unidos - aceita por Fernando Henrique em 2000 e retirada pelo atual governo da pauta do Congresso - segundo a qual até a emissão de um simples crachá ficaria sob controle dos norte-americanos, que poderiam impedir que brasileiros tivessem acesso a certos locais da base.

“Uma coisa inequívoca. Estamos ali numa base brasileira que terá a sua segurança feita pela Força Aérea Brasileira, até porque a base é da Força Aérea. Não é possível uma base onde o brasileiro, um cientista, um parlamentar ou um ministro, por exemplo, não possa ter acesso”, disse Gaudenzi.

Ele considera essencial a transferência tecnológica para a assinatura de acordos , como vem sendo desenvolvido com países como Ucrânia e Rússia: “Quando se faz uma associação, por exemplo com a Ucrânia ou com a Rússia, queremos aprender a tecnologia. Chegar aqui com o projeto e nos dar apenas um pedaço do projeto não é vantajoso. Precisamos absorver tecnologia. E a soberania é brasileira. Acho inadmissível uma base aqui no Brasil como se fosse um quisto onde o brasileiro não tem acesso. Inclusive não acredito que o Congresso admita uma situação dessas”, destacou.   

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