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Exército e Ibama vão fiscalizar e combater ilícitos na Amazônia Os ministérios da Defesa e do
Meio Ambiente acertaram um programa de cooperação para que o Exército conceda
apoio logístico ao Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos
Naturais Renováveis) a ações de fiscalização e combate ao desmatamento
irregular na Amazônia. A portaria interministerial, assinada pela ministra do
Meio Ambiente, Marina Silva, e o ministro da Defesa, José Viegas Filho,
estabelece o repasse de R$ 10 milhões para o Ministério da Defesa como parte
do Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, coordenado
pela Casa Civil da Presidência da República com a participação de 13 ministérios. DESMATAMENTO IRREGULAR “A assinatura da portaria permitirá que o Exército atue decididamente nas ações de combate ao desmatamento irregular, grilagem de terras, apreensão de madeiras e tantas outras que se fizerem necessárias”, declarou o ministro da Defesa. O Comando do Exército vai disponibilizar 100 homens do efetivo do Exército, que participarão de atividades integradas com o Ibama, para garantir o transporte e a segurança dos fiscais. Também serão disponibilizados 18 helicópteros, metade com capacidade para transportar nove pessoas e outros nove com capacidade para cinco pessoas. Segundo Viegas, a Amazônia
sempre foi uma preocupação específica das FFAA e o Exército estará
contribuindo em uma ação de governo que garante a sustentabilidade do uso das
florestas. “O apoio do Exército aumenta a confiabilidade de que o governo irá
executar a tarefa”, afirmou. SOBERANIA “O nosso grande desafio é promover a inclusão social e fazer com que a Amazônia, que nos é tão cara, possa ser de fato preservada e possa ter a sua soberania resguardada”, destacou a ministra Marina Silva. “Combater o desmatamento ilegal e seus ilícitos associados é uma condição para estabelecer um processo de desenvolvimento sustentável na Amazônia. A estrutura e experiência das Forças Armadas na região, somadas ao esforço dos demais ministérios, é imprescindível para o sucesso das operações”, acrescentou a ministra, assinalando que a fiscalização conjunta com outros ministérios também permitirá ações contra trabalho escravo, desrespeito de direitos trabalhistas, sonegação fiscal e grilagem de terras públicas.
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