logo.gif (2326 bytes)

Exército e Ibama vão fiscalizar e combater ilícitos na Amazônia

Os ministérios da Defesa e do Meio Ambiente acertaram um programa de cooperação para que o Exército conceda apoio logístico ao Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) a ações de fiscalização e combate ao desmatamento irregular na Amazônia. A portaria interministerial, assinada pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o ministro da Defesa, José Viegas Filho, estabelece o repasse de R$ 10 milhões para o Ministério da Defesa como parte do Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, coordenado pela Casa Civil da Presidência da República com a participação de 13 ministérios. 

DESMATAMENTO IRREGULAR 

“A assinatura da portaria permitirá que o Exército atue decididamente nas ações de combate ao desmatamento irregular, grilagem de terras, apreensão de madeiras e tantas outras que se fizerem necessárias”, declarou o ministro da Defesa. O Comando do Exército vai disponibilizar 100 homens do efetivo do Exército, que participarão de atividades integradas com o Ibama, para garantir o transporte e a segurança dos fiscais. Também serão disponibilizados 18 helicópteros, metade com capacidade para transportar nove pessoas e outros nove com capacidade para cinco pessoas.

Segundo Viegas, a Amazônia sempre foi uma preocupação específica das FFAA e o Exército estará contribuindo em uma ação de governo que garante a sustentabilidade do uso das florestas. “O apoio do Exército aumenta a confiabilidade de que o governo irá executar a tarefa”, afirmou. 

SOBERANIA 

“O nosso grande desafio é promover a inclusão social e fazer com que a Amazônia, que nos é tão cara, possa ser de fato preservada e possa ter a sua soberania resguardada”, destacou a ministra Marina Silva. “Combater o desmatamento ilegal e seus ilícitos associados é uma condição para estabelecer um processo de desenvolvimento sustentável na Amazônia. A estrutura e experiência das Forças Armadas na região, somadas ao esforço dos demais ministérios, é imprescindível para o sucesso das operações”, acrescentou a ministra, assinalando que a fiscalização conjunta com outros ministérios também permitirá ações contra trabalho escravo, desrespeito de direitos trabalhistas, sonegação fiscal e grilagem de terras públicas.

Voltar

Paginas: 1 2  3  4  5  6  7  8

 

|    Imprimir   |   Converse com Editor  |