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Luciano Severo (à esq), em debate na TVCOM:

“Com Chávez, Venezuela espanta as trevas da globalização neocolonial”

“Ao retomar a soberania venezuelana sobre a sua principal riqueza, o petróleo, e colocar o Estado como indu-tor do desenvolvimento, o presidente Chávez espalha luz e espanta de seu país as trevas da globalização neo-colonial”, afirmou o economista Luciano Wexell Severo, no debate com lideranças sindicais promovido pelo programa Câmera Aberta Sindical, da TV Comunitária de Sâo Paulo (TVCOM).

De acordo com Luciano, “os números atestam que o crescimento está longe de ser mero ‘rebote estatístico’, como apregoam os opositores de Chávez. A economia foi reativada e há uma expressiva melhora dos principais indicadores, prejudicados pela incessante campanha de desestabilização política promovida pela oligarquia venezuelana, submissa aos interesses estrangeiros”. 

crescimento de 29,8% 

No primeiro trimestre de 2004, destacou, “o PIB cresceu 29,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, com elevação de 72% na atividade petrolífera e queda de 3,5% no número de desempregados e de 3,4% no índice de inflação. O setor público obteve alta de 42%; o setor privado, de 23,4%. Cresceram a indústria (48%), comércio (27,9%) e construção (19,5%) e o desemprego caiu de 19,1% para 15,6%, gerando 520 mil vagas”.

“A inflação, que havia voltado a crescer após as tentativas de golpe, foi controlada. O índice acumulado até abril deste ano foi de 7,8% ante 11,2% do mesmo período de 2003. Por trás dos números identifica-se um importante processo de reati-vação”, lembrou Luciano Severo, frisando que “o ingresso extraordinário de dinheiro causado pela alta do petróleo foi direcionado para a área social”. 

MÍdia anti-nacional 

Luciano lembra que enquanto sistematizava o  seu trabalho sobre a Política Econômica do governo Chávez - escolhido para representar o Brasil em julho no IV Congresso Europeu de Latino-americanistas - pôde ter a “exata dimensão do quanto a mídia venezuelana é anti-nacional”. “Os mesmos jornais e canais de televisão que promoveram os golpes e a conspiração contra a economia para derrubar o presidente legitimamente eleito tentam agora, em meio à campanha eleitoral, encobrir a expressiva recuperação. A oposição levou  à crise e não quer que o país saia dela”.   

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