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Acordo, que também inclui Ucrânia e Nigéria, prevê transferência tecnológica: Brasil, China e Rússia firmam acordo para combater a Aids A transferência tecnológica, assinada pelos cinco países durante realização da 15ª Conferência Internacional de Aids, realizada na Tailândia, pode resultar no desenvolvimento de novas drogas e no aperfeiçoamento dos medicamentos atuais, mesmo daqueles mantidos sob patentes OBrasil assinou, na última semana, um acordo inédito com a Rússia, a China, a Ucrânia e a Nigéria para a transferência de tecnologia na produção de insumos e medicamentos para a prevenção e tratamento da Aids. O pacto, que foi assinado pelos representantes dos cinco países durante a 15ª Conferência Internacional de Aids, realizada em Bangcoc, na Tailândia, é estratégico para o acesso aos insumos e controle da epidemia de Aids nas nações em desenvolvimento, além de facilitar a importação e exportação de genéricos. “Esse acordo é inédito e importante para o Brasil. É a primeira vez que nós assinamos um acordo nessas dimensões. São diversos países com populações muitos grandes e onde a epidemia de Aids é um importante programa de saúde pública”, afirmou o diretor do programa brasileiro de DST/AIDS, Alexandre Grangeiro, diretamente da Conferência. Localizados nas regiões mais atingidas pela epidemia, juntos os cinco países aglomeram quase 1/3 da população mundial, 1,8 milhão de habitantes. De acordo com um levantamento divulgado pelo Programa de Aids das Nações Unidas (Unaids), cerca de 38 milhões de pessoas no mundo têm o HIV, destas, a grande maioria vive nos países em desenvolvimento. A região da África Subsaariana concentra 25 milhões de casos. Já a América Latina tem 1,6 milhão de pessoas infectadas pelo HIV. Cerca de 660 mil estão no Brasil. No último ano, 5 milhões de pessoas em todo o mundo contraíram o HIV. A transferência de tecnologia, assinada pelos cinco países, pode resultar em novas drogas e no aperfeiçoamento dos medicamentos atuais, mesmo daqueles protegidos por patentes. Com os genéricos e as inovações nos medicamentos que já existem, os países podem aumentar o leque de alternativas existentes para a prevenção e tratamento de aids pois, no acordo, está prevista a troca de informações inclusive na produção de preservativos e de exames de Aids (CD4, carga viral e testes de detecção do HIV). A proposta de criação da rede de tecnologia foi apresentada na Conferência pelos representantes do Programa de DST/Aids brasileiro, que irá realizar o levantamento do quadro tecnológico atual por país para saber quais áreas deverão ser inicialmente priorizadas pelo acordo. Apesar de a principal necessidade levantada pelo grupo ser a produção de medicamentos, o Brasil já apresentou seu interesse na tecnologia de produção de preservativos por outros países, o que vai contribuir para a implantação da fábrica que o governo brasileiro vem executando no Acre. MARIANA MOURA
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