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Delegação chinesa visita Paranaguá para ampliar a exportação de soja “Os chineses querem e o Estado do Paraná também quer quebrar o monopólio do comércio internacional de grãos. Gostaria de ver nossos produtores e cooperativas liberados da subordinação absoluta às multinacionais”, afirmou o governador do Paraná, Roberto Requião, durante a visita de uma comitiva de empresário chineses ao Porto de Paranaguá com o propósito de aumentar a importação de soja do Estado. Segundo Requião, “o Porto de Paranaguá está fazendo um esforço enorme para ser o de maior qualidade do país. Estamos procurando no mundo um nicho de qualidade absoluta”. Só para ter uma idéia, atualmente os chineses produzem 17 milhões de toneladas de soja para o consumo interno, mas essa produção é insuficiente. E, para suprir a necessidade do país, em 2003, a China importou mais de 20 milhões de toneladas de soja em grãos, sendo que 7 milhões de toneladas de soja eram do Brasil. Só no Paraná os chineses foram os compradores de 10% de tudo que o Paraná vendeu ao exterior - estas exportações geraram US$ 738,5 milhões e um saldo comercial de US$ 610 milhões. “A China tem potencial para importar até 30 milhões de toneladas de soja. O crescimento da população chinesa é vertiginoso. Em 2001, foram importados apenas 3,1 milhões de toneladas de soja e a compra foi dobrada em apenas dois anos”, afirmou Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil–China. Segundo o líder da delegação, Niu Bing Yi, “acreditamos que a qualidade da soja produzida no Paraná é maior do que a da americana e a Argentina”. A província de Hennan, com quase 100 milhões de habitantes, consome cerca de 3 milhões de toneladas de soja por ano. Sendo que, cerca de 1 milhão de toneladas são produzidos na própria província e o restante é importado. Só do Paraná são 500 mil toneladas de soja por ano, mas a Província pretende aumentar a compra para dois milhões de toneladas. Para que este aumento seja possível, os chineses estão dispostos a investir na construção de silos no Paraná em parcerias com cooperativas. Já Requião, sugeriu que a China forneça fertilizantes aos produtores de soja paranaenses em troca de grãos, equipamentos portuários ou de moagem de soja e processamento de óleo, além da eliminação de intermediário com o estabelecimento de um contato direto das cooperativas com os compradores chineses. Para o diretor executivo da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, José Carlos Bom de Oliveira, “em virtude da localização estratégica do Porto de Paranaguá, um dos maiores do mundo no escoamento da soja, os chineses têm muito interesse em importar o grão do Brasil utilizando o terminal paranaense”. LEIDE MAIA
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