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“Eliminar um inimigo” era o que você queria, Bush. Mas ainda não conseguiu Bush, o maior inimigo dos EUA, não está preocupado com os inimigos do povo dos EUA. Confessa agora que não agrediu o Iraque por causa de arma alguma, mas para assassinar Sadam, que considera seu inimigo, porque não se submete ao assalto do seu país Em discurso feito na segunda-feira, dia 12, George W. Bush confessou “não ter encontrado armas de destruição em massa” no Iraque, mas que “estava certo” ao agredir o país árabe, já que teria “eliminado um inimigo da América” - isto é, o presidente iraquiano Sadam Hussein. A preocupação de Bush com “a América”, que é como ele se refere aos EUA e ao povo norte-americano, é aquela demonstrada no Iraque, para onde mandou algumas dezenas de milhares de soldados para servirem de alvo à Resistência, tendo que engolir a gororoba horrorosa, paga a preço de ouro pelo Tesouro, que a Halliburton, de Cheney, os obriga a comer, enquanto diariamente recebem morteiros na cabeça e bombas no traseiro. Bush, o maior inimigo dos EUA,
não está preocupado com os inimigos do povo dos EUA. Não por acaso, Sadam
jamais foi um deles – coisa que o povo americano vai, aos poucos, porém
inexoravelmente, percebendo. Bush é inimigo de Sadam porque este não se
submeteu a ele, não aceitou que ele roube o Iraque, assalte o petróleo e
arranque o couro dos iraquianos. Essa é a razão do seu ódio a Sadam. É por
isso que quer assassiná-lo. USURPADOR Era o que esse usurpador ridículo, esse Napoleão de hospício, queria – e quer. No entanto, do jeito que as coisas estão indo, quem será varrido é ele, nas próximas eleições. Sem tirar os méritos do povo norte-americano, se isso acontecer, como parece provável, foi sobretudo a Resistência, e seu comandante, Sadam, que conseguiram colocá-lo nessa situação. Não foi, aliás, o primeiro Bush que Sadam e seu povo derrubaram. Bush agrediu o Iraque,
bombardeou lares, escolas, hospitais, mesquitas, matou e mutilou crianças,
homens e mulheres, com a história das armas de destruição em massa. Agora,
diz que as armas “não foram encontradas”, o que somente pode ser explicado
– depois de mais de um ano com a soldadesca americana dentro do país - de uma
forma: as armas não existiam. Bush sabia, ou tinha condições de saber, que
elas não existiam: a própria CIA, que existe para mentir ao povo, mas não ao
presidente, sempre se inclinou pela conclusão de que elas não existiam. Foi
somente por pressão de Bush que esses relatórios foram refeitos, isto é,
fraudados. PRETEXTO MENTIROSO Mas isso era pretexto cínico, mentiroso, em suma, nazista. Não foi por causa das armas de destruição em massa que Bush ensangüentou o Iraque. Foi para tentar “eliminar” um inimigo dele, isto é, um líder que, como seu povo, não se submetia aos escroques e assaltantes da Casa Branca. Desde o primeiro dia da agressão, quando bombardeou com dezenas de mísseis um suposto local onde Sadam estaria, o objetivo era assassinar Sadam, para deixar o povo iraquiano sem o seu líder. Sadam, evidentemente, não estava lá. Portanto, o que ele confessa
agora é, precisamente, que mentiu. Ele diz que “estava certo”, apesar de não
haver arma alguma de destruição em massa no Iraque, porque seu objetivo não
era achar nem acabar com quaisquer armas - que existiam apenas na fantasia e na
mentira. Porém, não conseguiu, também, “eliminar” Sadam. Bastaram 20
minutos da primeira sessão da farsa jurídica que ele e seus fantoches tentam
iniciar para assassinar Sadam, para que o presidente iraquiano aparecesse em
todo o mundo como o acusador do criminoso Bush, como representante do seu povo,
e da Humanidade, frente a um celerado. SADAM ARMOU SEU POVO A estatura de Sadam, sua figura
de revolucionário, contrasta com a triste figura de Bush, em sua trajetória de
alcoólatra e drogado, fujão do exército, escroque da ‘Arbusto’, colega de
crimes da Enron, marionete do cartel do petróleo, da banca e da máfia bélica.
O povo norte-americano jamais escolheu Bush, que usurpou a presidência na mais
escandalosa fraude eleitoral da História dos EUA. Mas o povo iraquiano escolheu
Sadam, o elegeu, o acompanhou na revolução que nacionalizou a riqueza petrolífera.
Sadam armou todo o povo para que possa fazer frente ao invasor, até expulsá-lo
do Iraque. Bush armou os lacaios terroristas que hoje estão, junto com seus
patrões, debaixo de bala no Iraque. O atual primeiro-fantoche, Alawi, ficou notório
por atentados a ônibus escolares, cinemas e outros locais públicos, atentados
pagos com milhões de dólares tirados do povo dos EUA, e cujas bombas eram
providenciadas pela CIA. É essa gente que Bush continua a armar, é verdade
que, com isso, apenas apressando o seu justo fim, a cada crime que acrescentam
à sua folha-corrida, tal como aconteceu há poucos dias com o sátrapa que
colocaram em Mossul. FRAUDE NO NÚMERO DE BAIXAS Há mais de um ano, Bush havia anunciado o “fim dos combates maiores”. Hoje, até segundo as falsificadas contas do Pentágono, já morreram quase oito vezes mais americanos do que nesses “combates maiores”. E a coisa é muito pior: vários jornalistas norte-americanos, para não citar os de outras nacionalidades, já denunciaram a fraude nos números de mortos e feridos. As tropas tiveram que sair de Faluja, de Samarra, e, dizem os próprios ianques, é “muito perigosa” a situação em Ramadi. Não entram em bairros inteiros de Bagdá e no sul reclamam da “revolta xiita” – de quem esperavam subserviência. Os fantoches subsistem escoltados pelos 138 mil soldados ianques e mais 80 mil mercenários: não têm como sobreviver meia hora por conta própria. Como teve de registrar a
investigação do congresso dos EUA sobre os relatórios da CIA, não havia relação
qualquer relação entre o Iraque e
a Al Qaeda. Na verdade, foi a canalha que sufoca os EUA, em particular Bush-pai,
que entregou armas a Al Qaeda, para que as usasse contra a URSS no Afeganistão. ATOLEIRO Como já mencionamos, Bush tem
lá seus motivos para se preocupar com “eliminações”. Não da mesma forma
torpe como ele quer “eliminar” Sadam. Mas seu pai agrediu o Iraque em 1991,
e foi eliminado. A quatro meses das eleições presidenciais nos EUA, é
crescente a tendência do povo americano em eliminá-lo da Casa Branca; a agressão
ao Iraque transformou-se num atoleiro; a tortura em Abu Graib tornou-se um símbolo
da invasão; jamais os EUA estiveram tão isolados internacionalmente; e,
internamente, os direitos dos cidadãos americanos são cotidianamente violados
por sua Lei (In)patriótica. ANTONIO PIMENTA
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