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 Cartas

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“Liberdade” de contra-informação

Alguém precisa avisar aos vermes do New York Times que a Humanidade toda está careca de saber que bebum e cocainômano é aquela “coisa” que eles têm na presidência lá deles. E não é para ignorar a ofensa nem muito menos perdoar o traste do agressor, não. A parte ofendida, no caso, o Estado Brasileiro e o seu máximo dignatário, o Presidente Lula, têm mais é que tascar-lhe um processo por calúnia, injúria, difamação e danos morais; e não é no tribunal-farsa de Haia, não. É na Corte dos EUA mesmo. Não vai faltar escritório de advocacia americano querendo assumir uma causa tão promissora. Nosso Presidente foi perfeito, oportuno e adequado ao ordenar a expulsão daquele energúmeno. Vergonhoso mesmo foi o espetáculo de subserviência explícita oferecido pela imprensa sabuja e certas almas sebosas do judiciário e do parlamento brasileiros. A tão alegada “liberdade de imprensa” tem costas largas o bastante (eu diria mesmo “apenas”) para favorecer a contra-informação e a difamação dos desafetos de Wall Street. Tomemos o caso pelo ângulo inverso: um correspondente brasileiro residente em Nova Iorque, por exemplo, difamando, na imprensa brasileira, o usurpador da presidência deles: eis aí uma façanha impraticável! Por duas boas e simples razões: Primeiro: seria impossível um jornalão daqui, equivalente ao NYT, se atrever a publicar a catilinária; Segundo: seria ainda mais impossível difamar WCBush, uma vez que todo o espectro possível de insultos em linguagem humana a ele dirigidos, jamais conseguiria configurar calúnia e sim a mais límpida expressão da verdade. Quanto à permanência do mercenário do Pentágono disfarçado em jornalista no Rio, o próprio pasquim empregador sabe que não é mais producente, uma vez que o focinho e o codinome do verme tornaram-se conhecidos em todo o território nacional, fato que inviabiliza a “missão” do traste em nossas plagas.

Doris Gibson - por correio eletrônico

  FHC e paraísos fiscais

Estou escrevendo para a coluna de cartas para dizer que eu sempre vendi a Hora do Povo, pois tenho uma banca de revistas e jornais aqui no centro do Recife e vendo o HP desde o tempo da ditadura. Me lembro da matéria da bomba no Rio Centro, quando a Polícia Federal apreendeu uns exemplares por causa da manchete de capa que dizia “O Exército enterra o terrorista com honra militar”. A “Época” nº 310 recentemente fez uma matéria sobre Fernando Henrique Cardoso que diz que ganhou em três meses a bagatela de três milhões de reais dando palestras e vai abrir um escritório no qual gastou uma fortuna. Ele teima em dizer que foi com a “ajuda” dos amigos. Isso não é caso de uma investigação? Afinal, tudo começou com Sérgio Mota, Covas, Serra e FHC nos paraísos fiscais.

Fernando Clementino de Souza – Recife (PE)

Nota da Redação: É. Nosso inimigo era a ditadura, não o exército. Mas de vez em quando nossos camaradas de armas nos faziam uma falseta, e nós não podíamos deixar passar em branco. Você sabe como é, amigo leitor, tiro trocado não dói e evita rancores posteriores. Enfim, águas passadas...

Sobre FHC, é o caso de muitas e todas as investigações. Aquilo é um bandido. 

Verdadeiro jornalismo

Parabéns aos amigos da redação do jornal Hora do Povo. Temos um jornal em circulação que promove o verdadeiro jornalismo, baseado em mostrar a verdade e a opinião imparcial dos fatos apurados. Parabéns também pela notícia veiculada no jornal de sexta-feira 28/05/2004 – ‘Bush manda demolir prova do crime’.

André Luis – por correio eletrônico 

Fogo neles

Visando cobrir a utilização do espaço aéreo da Amazônia por traficantes internacionais de drogas e armas, o governo do Brasil decidiu instituir a “Lei do Abate”, através da qual poderá ser derrubado todo o avião que clandestinamente sobrevoar a região, recusando-se a atender aos preceitos de identificação requeridos pela Aeronáutica. Essa é uma postura necessária para a defesa da soberania nacional, pois afinal de contas o espaço aéreo nacional não pode continuar sendo ostensivamente utilizado por aeronaves estrangeiras como rota do narcotráfico ou de ações hostis. O mais impressionante nesse episódio é que o governo dos Estados Unidos, explicitando a sua vocação de interferência em assuntos internos do Brasil, está exigindo que a “Lei do Abate” só seja colocada em prática “depois que a legislação brasileira satisfaça os requisitos legais dos EUA”. Se antes o governo dos EUA tinha um mínimo de prurido ao intervir nos assuntos internos do Brasil, fazendo-o de forma dissimulada, agora resolveu assumir claramente a sua postura dominadora e imperialista, inclusive recorrendo a ameaças econômicas concretas.

Júlio Ferreira – Recife (PE)

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