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Ex-oficial que denunciou as armas nucleares de Israel

Vanunu condena opção israelense pela guerra

O ex-oficial israelense, Mordechai Vanunu, que ficou 18 anos em uma prisão israelense depois de revelar que Israel possuía mais de cem bombas nucleares em Dimona, deu uma entrevista publicada no Sunday Times onde afirmou: “minha motivação não foi trair Israel. Não levei nenhum informação a nenhum inimigo. Meu objetivo era sim evitar uma guerra futura ao trazer este assunto a público”.

Ele condenou as guerras de agressão israelenses ao afirmar: “guerra não é forma de resolver problemas”.

Vanunu contou o esforço que fez para não perder o equilíbrio mental em 11 anos de confinamento em solitária acrescentou: “decidi que deveria fazer todo o possível para manter a sanidade mental. Dizia a mim mesmo: sairei forte de mente e corpo como estou agora”.

As declarações de Vanunu foram publicadas graças à ativista israelense Yael Lotan que lutou pela sua libertação.

O jornalista britânico, Peter Hounam, que entrevistou Vanunu em setembro de 1986 e entregou a entrevista ao jornal Sun-day Times, para quem trabalhava, foi visitar Vanunu em Israel e acabou detido pelo serviço secreto que atua em Israel; o Shin Bet.

Depois de dois dias e muita pressão sobre o governo e o judiciário israelenses, Hounam foi solto por ordem do procurador geral, Menachem Mazuz, e denunciou: “Israel deveria se envergonhar de me prender”. Ele denunciou que foi mantido em uma solitária com as paredes sujas de excremento e questionado por horas consecutivas sem receber nenhum tipo de acusação.

A “acusação” depois assumida pelo Shin Bet foi de que ele havia entrevistado Vanunu, rompendo uma decisão ilegal que proíbe o ex-militar e técnico nuclear israelense de falar com estrangeiros.

“É esse o país que se orgulha de ser uma democracia no Oriente Médio?”, questionou Hounam.   

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