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Presidente venezuelano Hugo Chávez durante cúpula no México

“O culpado pelo aumento do preço do petróleo é Bush”

“É a invasão dos Estados Unidos ao Iraque a razão fundamental do aumento dos preços do petróleo. Os EUA pensaram que iam tomar o Iraque como tomariam um copo de água e que em cinco, ou seis meses, iriam recuperar a produção de petróleo, que iam instalar suas empresas e elevar a produção e se apropriar desse petróleo. Acontece que não puderam nem sequer recuperar a produção desse país, que já estava bastante limitada antes da guerra”, afirmou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, no sábado, dia 30 de maio, em entrevista com a imprensa em Guadalajara, México, onde participou da III Cúpula de América Latina, o Caribe e a União Européia.

“Os EUA não conseguiram controlar o Iraque. Há pouco foi estourado um oleoduto, explodiram um terminal, dois por três incendeiam tanques petroleiros. De quem é a culpa? A culpa é do senhor Bush que tomou a decisão arbitrária, imperialista e unilateral de atacar o Iraque rompendo com as Nações Unidas, desconhecendo o Direito Internacional e rompendo com o Conselho de Segurança da ONU”, ressaltou.

“Não é responsabilidade da OPEP que o petróleo tenha chegado quase a 40 dólares, não é culpa nossa, quem está enxergando o problema dessa forma está completamente equivocado. Aqueles que pedem à Venezuela, ou ao México, que façam alguma coisa para baixar os preços, devem colocar as coisas no ponto certo: por que não pedem a Bush que abandone o Iraque?”, questionou, esclarecendo que nem a proposta da Arábia Saudita de elevar sua produção conseguiu brecar o aumento. “Em anteriores ocasiões, quando isso ocorria, o preço descia, mas agora não”.

Chávez assinalou que o seu governo tem interesse em manter o preço a um nível justo porque “um dos riscos dos preços baixos, é que aumenta o consumo e se aprofunda a destruição do meio ambiente e o deterioro da capa de ozônio. O preço médio deste ano, na produção venezuelana, não chegou a 30 dólares. Esse é um preço justo e razoável, é um preço que nos permite distribuir o gasto nacional em educação, saúde, moradias, infra-estrutura e créditos para os pobres”.   

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