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CTA retoma projeto de avião movido a álcool

O Centro Técnico Aeroespacial (CTA) anunciou que vai retomar o projeto de avião movido a álcool que havia sido encerrado por falta de recursos. O estudo começou na década de 80 e agora receberá investimentos de R$ 1 milhão somente em capacitação tecnológica, oriundo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Departamento de Aviação Civil (DAC). O CTA é vinculado ao Ministério da Defesa.

O litro de gasolina de aviação custa seis vezes mais que o álcool. O alto custo do preço da gasolina inviabiliza vôos em várias regiões, especialmente agrícolas. Segundo o coordenador de estudos do CTA, Paulo Ewald, com a utilização do álcool “na pior das hipóteses o custo é reduzido em 50%”.

Ewald afirma também que a utilização do álcool vai melhorar o desempenho e aumentar a vida útil do motor. “Como o motor a álcool não acumula tantos resíduos e trabalha em temperaturas menores, o tempo de revisão e a vida útil do motor são prolongados”, disse o coordenador.

Os testes vão começar com ensaios nos aviões T-25 da Força Aérea Brasileira (FAB). “Já instalamos um novo banco de ensaios no CTA com instrumentação adequada para testar os motores. Numa outra etapa iremos investir em melhorias na infra-estrutura necessária ao desenvolvimento do processo de certificação dos motores a álcool”, frisou Ewald, ressaltando que o CTA pretende “voar ainda este ano com o novo combustível”.

Para o presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), Adalberto Febeliano, “as dificuldades de abastecimento no mundo são crescentes. Existe um mercado potencial de centenas de milhares de aeronaves leves que poderiam utilizar o motor a álcool como alternativa à gasolina de aviação, cada vez mais rara e cara”.

A Indústria Aeronáutica Neiva, subsidiária da Embraer, desenvolve uma versão a álcool do avião agrícola Ipanema, com base na tecnologia do CTA.   

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