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Feliz o dia em que a república for uma grande família, pivete

Como é em geral bem sabido, o Otavinho odeia o pai. É por isso que ele tem verdadeira ojeriza pela autoridade paterna, e, em geral, por qualquer autoridade que não seja a dos seus amados patrões ianques. (Tanto assim que ele provavelmente vai morrer solteiro e sem filhos. Como, minha senhora? Pra ter filhos ele não precisa casar? É, mas consta também que ele não gosta de mulher, trata elas mal à beça. É por isso que ele vive promovendo a bicharada.) Bom, mas voltando ao assunto, em função do seu ódio ao pai e à autoridade paterna, o Otavinho resolveu falar um monte de besteiras, reclamando que o presidente Lula fica fazendo paralelos entre as relações de Estado e as relações familiares. Que isso não pode, onde já se viu, é autoritarismo, etc. Ora, toma vergonha, Otavinho! Pára de falar besteira que nosso ouvido não é penico. Não existe nenhuma relação de poder mais legítima, mais democrática, mais humana, mais amorosa, do que a do pai com os filhos, quando se trata de uma relação verdadeiramente paterna, familiar, quando o pai cumpre verdadeiramente a sua função, que é a de cuidar dos filhos, apoiar o seu crescimento, ajudá-los, ampará-los, criá-los para a vida. A autoridade dos pais não decorre de nenhum autoritarismo, mas do empenho deles, percebido pelos filhos, pelo bem destes. É por isso que  não existe ideal de Estado mais democrático do que aquele em que os dirigentes se empenham em ter por cada pessoa do povo um compromisso pelo seu bem estar e desenvolvimento, um amor análogo àquele que os pais têm pelos seus filhos. Você é uma pessoa mesquinha, acha que não existem pessoas com um coração tão grande, mas elas existem. (Você acredita em Cristo? Nós acreditamos mais em Marx, mas também acreditamos em Cristo.) Os filhos não elegem os pais, eles percebem e acatam a sua autoridade, quando eles a têm. O povo elege os seus dirigentes, exatamente procurando nos postulantes as mesmas características de compromisso, esforço, seriedade e amor para com ele que perceberam em seus pais, ou que gostariam que seus pais tivessem. Não existe imagem melhor de um Estado verdadeiramente democrático e justo do que uma grande família. Você não gosta dela porque não gosta da sua família, não gosta do seu pai, acha que ele era autoritário, etc. Mas isso é problema seu . Se você não aprendeu a conviver com a sua família, isso não é motivo para que tente inibir o camarada Lula a se inspirar nas relações familiares mais avançadas para atender ao que os brasileiros esperam dele e de todos os governantes. Vá brigar com os teus queridos americanos, que muito justamente se referem aos grandes Jefferson, Washington e Franklin como os pais fundadores de sua República.   

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