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Quércia, presidente do PMDB-SP: “Brizola era uma referência nacional”  

“É como disse o próprio presidente Lula. Ele era uma referência nacional e é uma perda muito grande para todos nós e para o partido”, afirmou o ex-governador e presidente do PMDB de São Paulo, Orestes Quércia, por ocasião do falecimento de Brizola.

Quércia lembrou a contribuição do líder trabalhista ao processo histórico e político brasileiro, especialmente quando ele garantiu a posse de João Goulart. O ex-governador de São Paulo também elogiou o trabalho que Brizola fez quando foi governador do Rio de Janeiro, principalmente ao priorizar a educação com a construção dos Cieps.

Inúmeras personalidades e lideranças políticas uniram suas vozes aos milhares de militantes e admiradores que participaram das homenagens póstumas ao ex-governador do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Cerca de 300 mil pessoas passaram pela primeira parte do velório do ex-governador no Palácio do governo do Rio de Janeiro. Outras milhares também acompanharam o cortejo e a homenagem realizada no primeiro Ciep inaugurado por Brizola no Rio de Janeiro, no bairro do Catete. A emoção, a comoção e a admiração pelo ex-governador também tomou conta de seu Estado natal, o Rio Grande do Sul.

Amigo e companheiro, o arquiteto Oscar Niemeyer foi ao hospital em que o líder pedetista faleceu, ainda na segunda-feira, e disse que o amigo “sempre foi uma figura importante para a nação. É uma grande perda porque estava sempre pronto a reagir nos momentos difíceis do país”. O vice-presidente José Alencar enviou uma nota de pesar a Neuzinha Brizola, filha do ex-governador. O vice-presidente manifestou seus sentimentos pela perda “irreparável para a vida pública do país”. “Ele foi um brasileiro probo, nacionalista, democrata e legalista. Por tudo isso, será lembrado com respeito pela memória nacional”, diz a nota do vice-presidente.

“Brizola foi principalmente um grande brasileiro, um homem que sempre esteve presente nas grandes lutas do nosso povo, ajudando o Brasil a caminhar para a democracia. Toda a sua vida foi uma luta permanente na defesa das grandes causas nacionais e, por isso, deu uma contribuição muito grande em momentos difíceis que o país atravessou”, destacou o deputado federal e presidente nacional do PSB, Miguel Arraes.

O presidente de Cuba, Fidel Castro, enviou uma nota que foi divulgada pelo vice-presidente do PDT, Carlos Luppi, afirmando que Brizola era “amigo de Cuba” e lamentando a morte do “incansável e histórico lutador das causas e dos interesses do povo brasileiro”. O presidente nacional do PT, José Genoino, também emitiu nota em nome do partido afirmando que “sua participação na vida política foi marcada pela mais profunda vocação, orientada por um inquestionável compromisso com as causas populares”.

“Nós gaúchos temos um profundo orgulho de Leonel Brizola, por tudo que ele significou para o nosso país e por tudo que ele legou com a sua conduta de homem honrado e probo”, disse Tarso Genro, ministro da Educação e ex-prefeito de Porto Alegre.

Segundo o ex-presidente José Sarney, “Brizola era uma grande personalidade que não comportava neutralidade, sempre tomava posições fortes”. De acordo com o senador Antonio Carlos Magalhães, “dele se podia divergir e divergi muitas vezes, mas ninguém podia negar a honestidade comprovada não só no governo do Rio Grande do Sul como uma vez no governo do Rio de Janeiro.”

O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), afirmou que “o Rio Grande do Sul está de luto assim como todo o Brasil. O ex-governador foi um homem público que marcou a história do país por ser um homem de ação. As suas realizações honraram o nosso Estado”.

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