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Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio:

“Crescimento e progresso só com unicidade e CLT”

“Manutenção da legislação e da atual estrutura sindical é necessária para que possamos retomar o desenvolvimento”, afirmou o presidente da CNTC, Antônio Alves de Ameida, em entrevista ao HP 

“Precisamos de crescimento econômico e progresso social, com uma política de geração de emprego. E só teremos desenvolvimento com a manutenção da legislação trabalhista assegurada na CLT, que garantiu aos trabalhadores uma jornada fixa, férias de 30 dias, 13º salário, o descanso semanal remunerado, dentre outras conquistas”, afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), Antônio Alves de Almeida.

Segundo Almeida, “é com a manutenção desta legislação e da atual estrutura sindical brasileira que poderemos retomar o desenvolvimento, com uma política que acabe com a exclusão e o flagelo do desemprego, promovendo o progresso econômico e social do país”. “A unicidade nos atuais moldes, com um sindicato único por categoria é a melhor forma, a mais avançada, tanto para o empregado como para o empregador”, acrescentou. 

TRAJETÓRIA DE LUTAS 

O secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) e vice-presidente da Federação dos Empregados no Comércio do Estado do Rio Grande Sul (Fecosul), José Carlos Schulte destacou a longa trajetória de lutas da classe trabalhadora brasileira. “A maior conquista do movimento sindical foi a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que nos últimos tempos vem sendo mutilada pela política encomendada pelo neoliberalismo em nosso país. São as multinacionais, os banqueiros, o FMI, a OIT e a Ciosl, quem patrocina a reforma sindical em debate no Congresso Nacional, para tentar promover o desmonte das entidades sindicais brasileiras”, acrescentou. 

PLENÁRIAS 

Schulte frisou que “na plenária sindical realizada no dia 4 de junho, em Mato Grosso do Sul, reunimos mais de 600 sindicalistas na sede da Federação das Indústrias e reafirmamos a força da unidade”. No final do evento, houve uma passeata pelas ruas de Campo Grande, defendendo a unicidade, a Consolidação das Leis do Trabalho, menos juros e mais empregos. “A mobilização nacional de 25 de março em Brasília representou um grande estímulo para os Estados, que agora retomam com toda força as manifestações em defesa da CLT, da unicidade e da contribuição confederativa, que é o sustentáculo das nossas lutas pela garantia dos direitos trabalhistas e do desenvolvimento”.

Na avaliação de Schulte, “é hora de priorizar a produção, pois o sistema financeiro já obteve lucros astronômicos nos últimos anos”. “Nós estamos preocupados neste momento é com a redução dos juros, para pôr um freio na especulação desenfreada dos banqueiros e promover os avanço social. É esta política que precisa ser implementada pelo governo Lula para alavancar o progresso do nosso país. Precisamos de investimentos na construção civil, em estradas de ferro e em rodovias, que se encontram abandonadas”, finalizou.

ADEMAR COQUEIRO   

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