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HP Trabalhista

Mobilização por mudança na política econômica

* JOÃO ANTONIO FELICIO

A Central Única dos Trabalhadores realizará em 16 de julho o Dia Nacional de Lutas e Mobilizações - Por Mudança na Política Econômica.

Inicialmente, é preciso deixar claro que queremos o êxito do governo Lula. Nós apoiamos a candidatura Lula, achamos que o Brasil já está diferente do governo passado. Não aceitamos a comparação com a administração passada, que foi um desastre em todos os aspectos. O governo atual está avançando em vários setores da economia nacional, na política externa, na distribuição de renda com projetos que contam com a nossa simpatia. Entretanto, temos divergências em vários aspectos com a política econômica, taxa de juros, salário mínimo, a não atualização da tabela de Imposto de Renda. Nós vamos apresentar ao governo a nossa discordância. O dia 16 de julho servirá para isso.

Qual o desenvolvimento que interessa aos trabalhadores e ao Brasil? A CUT quer desenvolvimento com valorização do trabalho, integrando econômico e social; uma política de redução dos juros e redução do superávit fiscal; metas flexíveis de inflação; distribuição de renda (metas de Salário Mínimo, Recomposição Salarial e “Renda Mínima”); metas de geração de trabalho e renda (quantitativas/qualitativas, metas sociais e sócio-ambientais, frentes emergenciais de trabalho, coletivos de trabalho, redução da jornada, fortalecimento da economia solidária); Reforma Agrária; Reforma Urbana; fortalecimento dos espaços tripartites, quadripartites e de participação (Conselhos, Fóruns). 

Retomada do crescimento 

Nesta mobilização, as bandeiras da Central são: retomada do crescimento econômico, geração de empregos e melhores salários, manutenção e ampliação dos direitos trabalhistas, distribuição de renda, redução das taxas de juros, redução da jornada de trabalho sem redução de salários, serviços públicos de qualidade, uma nova estrutura sindical, aumento real de salário, reforma agrária, não à Alca e não à renovação dos acordos com o FMI. As mobilizações serão construídas em conjunto com as Entidades da Coordenação dos Movimentos Sociais - CMS, que possuem um calendário de lutas com o tema “O Brasil Quer Trabalhar”.

Conforme aprovado no Núcleo de Negociações Coletivas, do qual participam todos os Ramos da Central, também nesta data faremos o lançamento da campanha salarial unificada do segundo semestre, com uma pauta comum às categorias em campanha salarial.

Reforçamos a orientação para que as Estaduais da CUT realizem reuniões e plenárias com as Entidades Filiadas, para discutir e organizar as manifestações, além de buscar realizar reuniões com as Entidades da CMS. Todas as Estaduais deverão organizar manifestações nas capitais e no maior número de cidades possíveis, com panfletagens, assembléias, paralisações e demais atividades deliberadas.

O objetivo da Central é colocar a luta pelo salário além das categorias, fazer disputa pelo capital na sociedade. Uma campanha salarial por categoria, por mais êxito que alcance para algumas categorias, não acontece para todas.

A Central está disposta a fazer uma ousada e exitosa campanha salarial de todas as categorias, para que não tenhamos nesse ano, novamente, redução da massa salarial do país.

Combatividade e ousadia sempre! 

* É professor da rede estadual de ensino de São Paulo, secretário-geral da CUT, secretário sindical do PT nacional, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo Federal e membro do Conselho de Administração do BNDES   

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