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Milhares marcham na Palestina em rechaço ao muro do apartheid Protestos diários nos territórios ocupados estão ocorrendo nas cidades e aldeias onde Sharon está erigindo o muro do apartheid, particularmente naquelas onde seu traçado as cerca por todos os lados, tornando-as verdadeiras prisões de multidões a céu aberto. Os integrantes das SS israelenses procuram dispersar as manifestações com agressões violentas, tiros com balas de aço recobertas com borracha, bombas de gás lacrimogêneo, pancadaria e prisões atingem manifestantes palestinos, israelenses e do movimento de solidariedade internacional. É o que ocorreu nas manifestações de A Zawyia (dia 20) e de A Ram (dia 16). No caso de A Ram, além da agressão, o posto policial-militar que controla a estrada Jerusalém-Ramalah foi fechado por várias horas numa punição coletiva de tipo nazista contra todos os habitantes da cidade e de todas as cidades vizinhas na Cisjordânia. Durante uma entrevista coletiva os participantes alertaram a comunidade mundial para que se levante e impeça a construção do muro: “ele não tem nada a ver com segurança uma vez que ele separa palestinos de palestinos e de suas terras”, afirmou o israelense Uri Avnery. As comunidades vizinhas das
aldeias de Mevasseret Zion (israelense) e Bet Surik (palestinas) realizaram no
mesmo período uma manifestação conjunta com os pais acompanhando seus filhos
que empinaram pipas ao longo do traçado do muro do apartheid numa demonstração
solidária. Integrantes das duas comunidades entraram com uma ação conjunta na
Corte Suprema de Israel pela paralisação da construção do muro.
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