|
|
Juiz decide que generais ianques terão que depor sobre tortura de Abu Graib Os generais que comandam a ocupação do Iraque serão chamados a depor no julgamento dos soldados que perpetraram as torturas na prisão de Abu Graib. Esta foi a decisão do juiz da corte marcial que está julgando os soldados, o coronel James Pohl, ao atender a uma solicitação dos advogados de defesa dos réus ianques. Deverá depor o general John Abizaid, chefe do comando central dos invasores; o tenente-general Ricardo Sanchez, comandante das tropas de ocupação; o tenente-general Thomaz Metz, subordinado de Sanchez e ainda o chefe das torturas em Guantánamo; o major general Geoffrey Miller, que implantou o sistema de torturas de Guantánamo na prisão de Bagdá e, após o estouro das fotos com os abusos, foi oficializado por Bush na chefia da campo de concentração; e a major general Bárbara Fast, chefe do serviço de “inteligência” militar dos EUA no Iraque. Os advogados de defesa também solicitaram a presença Rumsfeld no tribunal, onde pretendem comprovar que as ordens para que os soldados cometessem os abusos, humilhações e torturas contra os iraquianos vieram de cima, de dentro do antro em que se tornou a Casa Branca. O advogado Paul Bergrin afirmou que “gostaria de interrogar Bush também” sobre as ordens para tortura. Também foram solicitados, com a mesma finalidade, os memorandos autorizando tortura que foram produzidos pelo Departamento de Justiça dos EUA a mando de Bush e os do Pentágono que são na verdade manuais onde os criminosos descem a detalhes sobre a prática de tortura. Estas últimas solicitações foram, a princípio, rejeitadas por Pohl que, no entanto deixou em aberto mudanças nessas rejeições para o caso dos advogados provarem uma ligação entre as ordens de tortura dos generais e do governo ianque e os crimes cometidos no Iraque. “Francamente vocês têm que conectar aquilo com o que eles fazem em Washington”, disse o juiz. O juiz barrou a idéia de Bush
de destruir imediatamente a prisão de Abu Graib, apavorado com a avalanche de
evidências e denúncias de seu envolvimento nos crimes, alegando que “a prisão
deve ser preservada por que é a cena do crime”.
|