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Música clássica e popular, cinema, teatro e dança esquentam a serra carioca

Começa no próximo dia 3 de julho, indo até o dia 31, a terceira edição do Festival de Inverno do Rio de Janeiro, sediado pelas cidades de Petrópolis e Nova Friburgo, região serrana do estado que, apesar do pouco tempo de existência, vem se traduzindo num dos mais importantes encontros entre o clássico e o popular. Se apresentam cerca de 60 atrações, entre shows de música instrumental e popular, concertos de música clássica, mostra de filmes, espetáculos teatrais e de dança, óperas e atrações para a criançada, distribuídas por cerca de dez locais entre as duas cidades, uma verdadeira maratona cultural.

Considerado um dos maiores pianistas do mundo, Nelson Freire, assíduo freqüentador de festivais de música mundiais, faz o recital de abertura em Friburgo, no dia 3, no teatro do Country Club, e, no dia 10, em Petrópolis, no Teatro Municipal Paulo Gracindo. O pianista lançou no ano passado um CD dedicado à música de Chopin, e, no mesmo ano, foi produzido um documentário, de João Moreira Salles, com sua biografia, o que o ajudou a se popularizar ainda mais pelo mundo afora. Além de suas apresentações como solista das mais importantes orquestras e em recital, Nelson Freire presta colaboração para conjuntos de câmara, a exemplo dos Quartetos Amadeus e Prazak, formando com Martha Argerich, um duo quase que insuperável.

Destacamos também dois grupos que se apresentam em Friburgo, na abertura do festival. A clássica Camerata Santa Teresa e o popular Época de Ouro. A Camerata foi formada há 10 anos, reunindo o que há de melhor da classe musical carioca. A idéia da formação do grupo nasceu do violinista Ricardo Meneses e do oboísta Carlos Prazeres, que recentemente assumiu a regência do grupo. Os dois, observando a grande quantidade de músicos moradores deste tradicional bairro do Rio, o de Santa Teresa, resolveram juntá-los e formar um dos melhores conjuntos de câmera do Brasil. Hoje eles se apresentam nos principais eventos musicais da cidade, a exemplo do “Festival Villa-Lobos e das séries “Música nas Igrejas” e “Clássicos na Sala”. Já o grupo de choro Época de Ouro, fundado em 64 por Jacob do Bandolim, participou de diversos espetáculos, gravando vários discos, dentre eles, o precioso “Vibrações”, sendo premiado como o melhor disco instrumental de 67. Dentre os seus integrantes, que participa desde sua fundação, está o violonista Paulo César Faria, pai de Paulinho da Viola, e Jorginho do Pandeiro. Este é um dos exemplos de orgulho de sermos brasileiros.

Dentre os representantes das duas cidades serranas que avalizam o evento cultural, estão nomes como Duo Santoro, Camerata de Violões, Adriana Calcanhoto, Orquestra de Metais e Percussão da OSB, Elza Soares, Ballet de Anima, Tartufo de Molière (teatro), Miucha, Flavio Venturini, Quadro Cervantes Modinhas Imperiais, entre outros.

O Festival de Inverno do Rio de Janeiro foi inserido definitivamente no calendário cultural do país, e assim se tornando um dos principais eventos artísticos e culturais do mundo.

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