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Comandante do Exército fala sobre as ações da Força e da Amazônia no Clube Militar

O Comandante do Exército, general Francisco Roberto de Albuquerque, proferiu palestra para militares da Força, da ativa e da reserva, no último dia 5 de março, no Clube Militar, no Rio de Janeiro.

O general expôs sobre a situação do Exército e suas perspectivas, e abordou, entre vários assuntos, a Previdência e vencimentos dos militares, o orçamento, as Missões de Paz e a Amazônia.

“A razão de nós estarmos aqui no Rio, é a importância que nós damos a nossa reserva. Um chefe nosso já havia dito: uma vez que o militar veste este verde-oliva ele deixa simplesmente de ser uma farda. É como uma pele que se adere ao nosso corpo e nos acompanha toda a vida. A nossa reserva quer continuar sabendo o que está acontecendo com a nossa Força, e é muito justo que aqui estejamos para conversar com eles”, declarou o general Albuquerque, em entrevista ao HP. “Dentro dessa diretriz, todo o Exército Brasileiro, de qualquer ponto, temos dado atenção para com a nossa reserva, para que eles saibam o que nós estamos fazendo dentro daquelas quatro paredes de Brasília, por essas nossas andanças no Brasil, o que está acontecendo”, completou o Comandante.

O presidente do Clube Militar e ex-Comandante Militar da Amazônia, general Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, disse ser “um prazer muito grande receber o Comandante do Exército no Clube para abordar temas estruturais do Exército. É um privilégio especial ter o Comandante falando aos associados do Clube sobre problemas da atualidade da Força e sobre os problemas que interessam a todos os associados do Clube Militar de uma maneira geral”.

AMAZÔNIA 

Em relação à Amazônia, o general Albuquerque informou ao HP que o Exército está mandando uma brigada para a região. “Estamos com 25 mil homens, e com essa brigada que nós vamos mandar para lá, certamente, mais 2.500 homens estarão sendo convocados. A nossa Brigada de Forças Especiais está indo para um ponto mais estratégico, que é a cidade de Goiânia, onde ela fica em melhores condições para atender em qualquer ponto do território”, informou o Comandante.

O general Albuquerque destacou o respeito que a população tem demonstrado para com a Instituição e declarou: “A nossa responsabilidade é com o Estado. A nossa responsabilidade é para com a instituição Exército Brasileiro. Nós somos Estado e vivemos para dar atenção. A nossa sociedade é o nosso cliente, e o produto que nós temos que oferecer para esta sociedade é exatamente a segurança”. 

SOBERANIA 

O Comandante do Exército ressaltou a importância das gerações mais novas: “Uma das minhas preocupações maiores é a de preparar aqueles que vão nos suceder no futuro. Valorizando os valores éticos, os valores morais, atributos da área efetiva, a importância dos valores históricos. São coisas como essas que começo a preparar a nossa gente. E o que é importante: a nossa missão constitucional que tem que ser cumprida a qualquer custo - defesa da soberania, defesa dos preceitos constitucionais, a garantia da lei e da ordem. É por isso que a sociedade nos reconhece”.

Diante da possibilidade do Brasil integrar uma missão de Paz da ONU no Haiti, o general Albuquerque destacou a preparação do Exército Brasileiro para as missões de paz, citando como exemplo o Timor Leste. “Todas as nações nos vêem com bons olhos. É uma característica do brasileiro. O brasileiro quando atua em missão de paz, ele conquista a todos”.

Compareceram ao evento, antigos chefes militares, ex-ministros, oficiais-generais da área e grande número de associados que lotaram a sede do Clube Militar.

O general Durval Nery, diretor do Clube Militar e presidente do Movimento Soberania e Auto-Estima, avaliando a palestra do general Albuquerque declarou: “O Comandante do Exército fez uma palestra objetiva, realista, mostrando a situação do país, as preocupações com a soberania e a integridade nacional. Esperamos que o orçamento seja cumprido para atender às necessidades mínimas do Exército. Temos a compreensão perfeita que o Brasil necessita de Forças Armadas equipadas, adestradas e bem pagas para garantir a política que está sendo adotada pelo atual governo, que pretende um Brasil desenvolvido e soberano”. 

José Carlos Moutinho/SUCURSAL RIO

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