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Farsa ianque nas TVs árabes é repudiada pela população local Canal de televisão financiado e dirigido pelo governo norte-americano tenta fazer lavagem cerebral na população árabe Antes mesmo de ir ao ar, o canal de televisão Al Hurra, que começou a ser transmitido nos países árabes na última semana, foi rechaçado pela população e pelos profissionais árabes do setor. Financiado e dirigido pelo governo norte-americano, o canal tem como objetivo competir com emissoras como a Al-Jazira e Al-Arabia e passar uma versão “americanizada” – para não dizer falsa – dos fatos, na tentativa de respaldar a agressão e invasão do Iraque e as ações de Israel contra o povo árabe. A emissora não passa de um embuste ianque para tentar fazer lavagem cerebral na população árabe. Para se ter idéia, o “programa de estréia” do canal foi um discurso de Bush direto da Casa Branca, coisa que nem os próprios norte-americanos estão acostumados a assistir, sem falar nos noticiários, programas e vinhetas pró-EUA. Diante desse panfleto pró-invasão e agressão ianque, o povo árabe se indignou e repudiou a farsa. Não é à toa que os níveis de audiência do canal foram ínfimos em sua semana de estréia. O repúdio não ficou só demonstrado com o boicote da população. Em uma coletiva de imprensa realizada no Cairo, um “jornalista” da Al Hurra foi expulso a pontapés por colegas egípcios. “Será preciso um pouco mais do que um novo canal via satélite para mudar a opinião pública árabe sobre os EUA”, afirmou o porta-voz da Al-Jazira, Jihad Ballout. “Esta estação é parte de um projeto para recolonizar a pátria árabe que os EUA pretendem implementar”, denunciou, em editorial, o jornal sírio Tishin. No último dia 8, a Arábia
Saudita proibiu os sauditas de assistirem ou contribuírem para o canal
americano. “Este canal promove a hegemonia global de Washington e causa corrupção”,
afirmou o xeque Ibrahin bin Nasser al-Khudeiri, conhecido juiz saudita que
determinou a proibição. “As pessoas que trabalham para esse canal podem ser
consideradas agentes americanos. O objetivo da TV é auxiliar a hegemonia
americana nas esferas religiosa, política e social”, afirmou.
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