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Empresários condenam alta dos juros

"Não compartilhamos da visão do Copom no que se refere à necessidade de elevação da taxa básica de juros. A alta dos juros é danosa à produção e ao investimento", afirmou o presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Moreira Ferreira. "Não há pressões generalizadas de preços que justifiquem a intenção de desaquecer a economia e os índices de inflação recém divulgados mostram fortes sinais de recuo das taxas", completou Moreira Ferreira sobre o Copom.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, também condenou o aumento dos juros e conclamou os empresários e trabalhadores a se mobilizarem "no sentido de participar mais das decisões nacionais". "A melhor solução para evitar a alta de preços seria estimular investimentos, visando ao aumento da oferta e da produção, criando mais empregos e desencadeando um círculo virtuoso na economia brasileira", disse Skaf.

Para o presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), Abram Szajman, "os efeitos da elevação e mesmo da interrupção da trajetória de queda da Selic já podem ser notados. As taxas ao consumidor final voltaram a subir. O volume de crédito e os prazos de financiamento pararam de melhorar. O comércio sofrerá com isso".

A Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) considera a alta da taxa Selic em meio ponto percentual "uma ameaça à melhora das vendas de fim de ano esperada por todo o segmento do comércio de bens e serviços". "A previsão de resultados melhores do que os do ano passado pode ser revertida, porque alta nos juros é sinônimo de redução da capacidade de compra do consumidor", afirma o presidente da entidade, Orlando Diniz. "Não há provas de que a inflação seja provocada por surto de demanda, até mesmo porque a demanda apenas começa a alcançar um nível mais consistente. E números não faltam para derrubar as teses que defendem a necessidade de elevação dos juros. Os índices de inflação têm se apresentado bem abaixo das projeções (o IPCA, por exemplo, fechou setembro em 0,33% quando se chegou a esperar mais que o dobro). E o câmbio, que mantém forte relação com o comportamento dos preços dos alimentos, continuou sua trajetória de queda", completou o empresário.

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