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FHC reduziu a quantidade de universidades públicas e dobrou o número de particulares

Nos 8 anos de Fernando Henrique, o número de vagas nas universidades públicas não apenas estagnou, como recuou no Brasil. O que se viu foram cortes anuais nos recursos orçamentários e um brutal sucateamento da estrutura física que culminou, inclusive, com o fechamento de vários hospitais universitários entre 2001 e 2002. O motivo, simples: muitas universidades tiveram até mesmo água e luz cortadas pela absoluta carência de repasses federais e pelo contingenciamento de verbas imposto por FHC.

Os números do desastre provocado pela aplicação da cartilha neoliberal não mentem: em 1998 existiam 209 instituições públicas de ensino superior no Brasil e 764 privadas. Com a abertura indiscriminada de faculdades privadas e o estrangulamento das verbas das federais, Fernando Henrique conseguiu um feito inédito: o de dobrar o número de cursos particulares e de reduzir, pela primeira vez na história do país, as vagas públicas. Em 2002, último ano do governo de FHC, as instituições públicas foram reduzidas para 195 enquanto as privadas saltaram para 1.442.

Segundo o ministro Tarso Genro, que considera "um escândalo" a inversão de prioridade ocorrida no governo anterior, a ocupação das vagas ociosas nas particulares - implantada pelo Universidade Para Todos - é apenas uma medida paliativa para que o governo comece a reestruturar o sistema. "São elementos que dão suporte às políticas que estamos implementado de expansão estratégica da universidade estatal", ressaltou Tarso.

GISELE CARESIA

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