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Paraná apreende soja da Monsanto respaldado por determinação do STJ

A Secretaria de Estado da Agricultura do Paraná barrou um caminhão carregado com 14 toneladas de sementes ilegais de soja transgênica, com placa de Nonai (RS). O caminhão foi detido pelos fiscais da Divisão de Defesa e Sanidade Vegetal da secretaria, entre os municípios de Mariópolis e Pato Branco, sudoeste do Paraná. A soja foi coletada para exame de identificação e testada na hora, apontando a modificação genética. O caminhão foi lacrado e obrigado a retornar à cidade de origem.

No último dia 15, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) manteve a proibição de exportação de transgênicos pelo Porto de Paranaguá e assegurou o direito do Governo do Paraná de intervir no plantio ilegal e na comercialização de soja dentro do Estado.

"Nossos cálculos apontam que 99,9% da soja que chega ao porto é soja pura, que encontra mercado e preços melhores no mundo inteiro. Por que vamos misturar essa soja com a transgênica e pagar royalties sobre toda a soja convencional?", questionou Requião, afirmando que está apenas "tentando garantir a qualidade do produto brasileiro".

A nota fiscal de produtor da carga foi emitida por João Vianei Rubin, do município de Trindade do Sul (RS). Segundo a nota, o receptador das 280 sacas, seria o agricultor Mário Bittencourt, de Chopinzinho, no sudoeste paranaense que, segundo o fiscal da regional de Pato Branco, Rudmar Luiz Pereira dos Santos, terá toda sua lavoura de soja fiscalizada.

"Estranhamos na hora o fato de o material não possuir o laudo negativo para transgenia, emitido por entidade credenciada, que é exigido de toda semente que entra no território paranaense. Após o resultado da análise, como suspeitávamos, tratava-se de geneticamente modificada", disse o fiscal.

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