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Tentativa de fraude começa com antecedência na Flórida O início das eleições presidenciais americanas, previstas para o dia 2 de novembro, com quinze dias de antecedência, mascarada sob o pretexto de facilitar o voto, na verdade escancara o desrespeito pela vontade do povo exatamente na mais importante das decisões para o país. A desorganização, ausência de justiça eleitoral ou de legislação uniforme que regulamente as eleições, filtro da maioria através de mecanismo de ‘colégio eleitoral’, direcionamento do voto pelos monopólios da mídia na TV, além, é claro, de um sistema que só permite aos partidos e candidatos que arrebanhem rios de dinheiro, colocam as eleições norte-americanas entre as mais antidemocráticas do planeta e demonstram que a sua apregoada ‘democracia‘ - em nome da qual se arvoraram e se arvoram a boicotar, sabotar, promover e apoiar golpes, agredir e invadir inúmeros países – não existe é apenas como farsa usada para esconder a falta dela e o abafamento do povo no regime a ele imposto atualmente. As eleições foram abertas antes da data em 28 dos 50 estados, sendo que em 24 deles através de votos pelo correio (o eleitor pode votar pelo correio sem precisar justificar sua ausência no domicílio eleitoral no dia da votação) e quatro Estados (Flórida, Texas, Colorado e Arkansas) já estão coletando votos, além do correio, pelo voto direto. O fato é que, com as urnas em funcionamento, as eleições procedem sob influência de pesquisas que são publicadas durante o exercício do voto – instrumentalizadas pela mídia para favorecer seu candidato, ou melhor do cartel de magnatas que detém a sua propriedade – e ainda em pleno andamento da campanha, ao contrário do que acontece nos países onde os povos conquistaram o direito de fazer valer regras mínimas para que pelo menos do ponto de vista da democracia formal as eleições permitam a contagem do voto do povo. Para conflagrar ainda mais as eleições, os critérios de votação e apuração são definidos Estado a Estado com aberrações como as da Flórida em que os condados definem os formatos das cédulas, que nestas eleições são 152 diferentes! A balbúrdia maior aconteceu, logo no primeiro dia, exatamente na Flórida, Estado governado pelo irmão de baby Bush, Jeb. O sistema, ‘organizado‘ para identificar para cada eleitor qual das 152 cédulas lhe deveria corresponder, caiu em várias seções e eleitores que esperaram mais de duas horas na fila foram decepcionados. Além disso, muitos eleitores que se inscreveram para votar não encontraram seus registros no computador. Foi o que aconteceu no condado de Hallandale, onde dezenas de eleitores voltaram para casa sem poder votar. As filas na Flórida foram enormes porque muitos eleitores quiseram se antecipar para evitar o que ocorreu nas eleições de 2000 quando foram impedidos de votar, entre outros problemas, por conta de problemas na votação com perfuração de cartões onde o nome do presidente que o eleitor deveria escolher ficava localizado de forma a confundi-lo, principalmente nas urnas que prenunciavam mais votos para o então candidato democrata Al Gore. A eleição de 2000 foi vencida por Al Gore, com mais de 500 mil votos a seu favor. Mas Bush usurpou o cargo, através do colégio eleitoral onde a delegação do Estado da Flórida no ‘colégio‘ foi indicada pelos republicanos que venceram no Estado por apenas 537 votos. Os democratas pediram a recontagem dos votos e a mesma foi suspensa pela corte dos EUA exatamente quando a nova contagem refluía a suposta vantagem de Bush. Os juizes que paralisaram a recontagem haviam sido indicados pelo pai do usurpador da Casa Branca. A fraude eleitoral foi corroborada pela rede de TV Fox News e amplamente documentada no filme Farenheit 11 de setembro. |