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Kabila: "Acabar com a pilhagem dos recursos naturais do Congo" "Não deve existir nenhuma dúvida de que nosso país aspira a viver em bons termos com seus vizinhos, porém esta convivência só é possível se houver um respeito estrito às leis e às convenções internacionais. É necessário dar um fim à pilhagem dos recursos naturais congoleses e ao fenômeno dos deslo-cados internos, além do tráfico de armas. É sabido que muitos setores, e até governos, se prestam a interesses que não são os dos nossos povos e isso já gerou muitos mortos", afirmou o presidente da República Democrática do Congo (RDC), Joseph Kabila, ao inaugurar em Kinshasa a reunião preparatória da Conferência Internacional sobre a região dos Grandes Lagos, na terça-feira, dia 19. O representante especial do secretário-geral da ONU para essa região, Ibrahim Fall, e o enviado especial da União Européia, Aldo Ajello, estiveram presentes no evento, cujos trabalhos se estenderão até sábado, dia 23 de outubro. "Para conquistar uma paz duradoura na região devemos dialogar em nível bilateral e multilateral e rejeitar a ingerência de forças de fora, só assim poderemos acabar com as pragas que envenenam as relações na área", apontou Kabila, se referindo aos mercenários que atuam na fronteira com a Uganda e a Ruanda, a serviço de multinacionais dos Estados Unidos e da Inglaterra. Esses bandidos invadiram o leste e o nordeste do país em 1998, provocando um brutal morti-cínio. O líder nacional Laurent Kabila, pai do atual presidente, foi assassinado numa fracassada tentativa de golpe de Estado, em 2001. O encontro reuniu mais de 160 delegados da RDC, Burundi, Ruanda, Uganda, Quênia, Zâmbia e Tanzânia, assim como os vizinhos Sudão, Angola, República do Congo e República Centro-Africana. A primeira etapa da Conferência está prevista para acontecer entre 19 e 20 de novembro em Dar-Es-Salam, na Tanzânia, com uma segunda rodada em 2005, no Quênia. |