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Sioux querem que cabaré de Paris pare de ofender a memória de Crazy Horse "Parem de ofender a memória de Crazy Horse (Cavalo Louco), nome sagrado para o povo Sioux", afirmou o índio norte-americano Red Cloud (Nuvem Vermelha) ao entregar carta aos proprietários do cabaré parisiense Crazy Horse Saloon, exigindo que a casa noturna, fundada em 1951, mude de nome para acabar como "o desrespeito à memória" do líder sioux. "Eu vim até aqui para fazer o que deveria ser feito. Estou cumprindo uma missão em nome do meu povo", destacou Nuvem Vermelha. O cacique Cavalo Louco, (ou Ta-Sunko-Witko na língua indígena), liderou a resistência contra o general George Cook, que queria se apossar da mineração do ouro em Dakota a partir de 1874. Em aliança com o cacique Sitting Bull (Touro Sentado), o guerreiro sioux impôs também pesada derrota ao então coronel George Custer, que tentava expulsar os índios de suas terras, hoje estado de Dakota do Sul. Preso em 1877, o cacique Crazy Horse foi assassinado sob custódia por soldados americanos dentro de um forte, na região do atual estado de Nebraska. O índio Nuvem Vermelha, usando cocar de penas típico de sua tribo, conversou com repórteres em frente ao cabaré. "A idéia de vir a Paris surgiu depois que vimos um documentário pela HBO, no qual bailarinas nuas dançavam usando apenas cocares, numa alusão ao líder sioux", que dá nome à casa noturna. "Nem nos EUA alguém usou o nome de Crazy Horse comercialmente", enfatizou Nuvem Vermelha. |