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OLP: “Sharon quer transformar Gaza num campo de concentração” “A política de Sharon – baseada na enganação - tem por objetivo transformar a Faixa de Gaza em um grande campo de concentração”, denunciou o Comitê Executivo da Organização de Libertação da Palestina (OLP), após reunião liderada pelo presidente Yasser Arafat, em Ramalah no dia 25. Arafat dirigiu também uma reunião do Conselho de Segurança Nacional que é dirigido pela Autoridade Nacional Palestina (ANP). O morticínio dos naziisraelenses prosseguiu com dezenas de tratores e tanques invadindo a cidade de Khan Yunis no mesmo dia. Treze palestinos morreram na incursão da forças terroristas de ocupação e 50 outros ficaram feridos. Várias casas foram destruídas e plantações arrasadas. Sofreram agressões com tiros de metralhadora uma mesquita, uma estação policial e linhas de rede elétrica e telefônica foram vandalizadas. A OLP pediu uma intervenção internacional via ONU, para deter os crimes de Israel. Referindo-se
ao plano-farsa de Sharon aprovado pelo Knesset (parlamento israelense) a
organização palestina declarou: “O quarteto (ONU, Rússia, Unikão Européia
e EUA) deve comprometer Israel a uma retirada completa de Gaza, seguida da
retirada de suas tropas da Cisjordânia”. RETIRADA “O processo real e abrangente de retirada israelense deve criar o ambiente favorável ao nosso povo para a prática de seu direito de promover eleições dirigidas pela ANP”, conclui a declaração. Contraditoriamente ao “plano de retirada de Gaza” que Sharon apresentou ao parlamento israelense, foi exatamente na Faixa de Gaza que o carniceiro concentrou sua agressão desde a segunda metade do mês de setembro e se estendeu por todo o mês de outubro. A agressão vem sendo condenada pelo mundo inteiro e foi reprovada pelo Conselho de Segurança no dia 5 de outubro com o voto contrário isolado dos Estados Unidos. Javier Solana, ministro do Exterior da União Européia, condenou a agressão e desmascarou o “plano” naziisraelense: “Se Sharon pensa que com a retirada de Gaza tudo está resolvido, está enganado. Nós não o apoiaremos”. Solana
acrescentou que a retirada só tem algum valor se “inserida dentro de um plano
abrangente de paz e de retirada, incluindo a Cisjordânia”. |