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Fidel condena chicana ianque O Banco Central de Cuba, respondendo às medidas que o governo Bush vêm executando, com o objetivo de entorpecer os fluxos financeiros externos do país, suspendeu o uso do dólar norte-americano nas transações comerciais no território nacional, a partir do próximo 8 de novembro. Os turistas poderão visitar Cuba com papéis-moedas como o euro, o dólar canadense, o franco suíço ou a libra esterlina e obter pesos conversíveis ao câmbio comercial do dia. Quem for com dólares dos EUA só poderá trocá-los pela moeda local pagando uma taxa de 10 por cento. O presidente Fidel Castro explicou em reportagem na TV, na terça-feira, dia 26, que a decisão corresponde às recentes restrições a viagens e a remessas de imigrantes, bem como às pressões de Washington contra bancos internacionais, como a União de Bancos Suíços (UBS), no sentido de impedir qualquer transação legal de Cuba. “Temos visto como a ultradireita da administração Bush está dando claramente passos dirigidos a bloquear o dinheiro que entra em nosso país por turismo e outros serviços e a reduzir a zero a possibilidade de que os cubanos residentes nos Estados Unidos possam enviar remessas a seus familiares em Cuba, utilizando o método mais perverso, arteiro e hipócrita que se poderia imaginar: impedindo que Cuba possa depositar em bancos estrangeiros os dólares que obtêm pelas vendas em suas lojas de divisas, por atividades relacionadas com o turismo e outros serviços comerciais. Desta maneira, Cuba não poderia usar esses dólares para adquirir medicamentos nem alimentos nem para importar produtos necessários”, assinalou uma nota do governo cubano publicada pelo jornal Granma. Embora sem provas nem dados concretos, a máfia de Bush acusa o governo cubano de fazer lavagem de dinheiro. “Essa é uma mentira que não devia ser pronunciada por funcionários de um país em cujos bancos se processa mais de 50% das operações ilegais do planeta, em lavagem de dinheiro e outras operações criminosas. Nosso governo tem historicamente combatido elas”, frisou o ministro-presidente do Banco Nacional de Cuba, Francisco Soberón. “Somos um
país de pátria ou morte, com a imensa maioria de seus cidadãos que não
querem voltar a um passado que hoje é a realidade de muitos países. Eles não
entendem o que é Cuba. Nada nem ninguém vai nos intimidar”, afirmou Fidel. |