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Funcionária do Exército dos EUA denuncia chefes por falcatruas que favorecem Halliburton de Cheney Bunnatine Green-house, a principal assistente de contratações do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos, acusou vários chefes militares de favorecer a empresa petroleira Halliburton, que foi presidida pelo vice-presidente e candidato à reeleição Dick Cheney de 1995 a 2000, ao entregar-lhe contratos ilícitos por bilhões de dólares no Iraque e nos Bálcãs. Em carta dirigida ao secretário do Exército, Les Brownlee, a funcionária exigiu uma investigação independente porque as recorrentes denúncias realizadas até agora foram engavetadas e desconsideradas. Nos documentos, que foram obtidos pelas agências France Press e Reuters, se aponta a “interferência sistemática” na atribuição de contratos concedidos à empresa Kellog Brown & Root (KBR), subsidiária da Halliburton. No ano passado, coincidindo com a invasão ao Iraque, a KBR acumulou contratos no valor de US$ 4,3 bilhões, sendo que US$ 2,5 bilhões foram sem licitação, fato que a torna a empresa que mais se beneficiou com as barbaridades cometidas no país árabe. Porém, não foi só lá que os favorecimentos ilícitos aconteceram. Também no Afeganistão, e em Kosovo, foi essa sessão da petroleira ligada a Bush que se deu melhor. Considerando desde 2002, ela recebeu US$ 11,4 bilhões, enquanto a segunda multinacional colocada, a Parsons Corporation, obteve US$ 5,3 bilhões no período. Em julho, o Departamento de Justiça abriu uma investigação sobre atividades ilegais em 1997 e 1998 no Irã. No início deste ano foi amplamente divulgado o superfaturamento da alimentação e da gasolina que a empresa devia fornecer às tropas no Iraque, e a sofrível qualidade das refeições. |