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Lula: “Esta reunião é um novo marco na relação entre Brasil e Venezuela” “Parceria vai gerar emprego e riqueza para nossos povos” “Nunca tivemos um momento tão propício para consolidarmos, com projetos concretos, a teoria da integração política, comercial e cultural que durante séculos perpassou toda a América do Sul”, afirmou o presidente Lula O presidente Lula aproveitou o encontro de Chefes de Estado realizado em Manaus, nesta quarta-feira, para se congratular pessoalmente com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, por sua vitória no referendo sobre a continuidade de seu mandato presidencial, ocorrido no último dia 15 de agosto. “A partir do referendo, não pode mais haver dúvida em nenhum lugar do mundo, de que a Venezuela assumiu pela terceira vez, ainda no governo Chávez, a consolidação do processo democrático”, afirmou o presidente Lula. O encontro de
Lula e Chávez ocorreu durante o Seminário Empresarial Brasil - Venezuela, que
contou com a presença de vários ministros, de parlamentares e de empresários
brasileiros e venezuelanos. O tema do encontro foi a integração amazônica.
“É para mim uma grande alegria estar em Manaus acompanhado do meu amigo, num
período em que se realizam importantes eventos, que afetarão de forma positiva
toda a região amazônica”, ressaltou o presidente brasileiro. AMAZÔNIA “Está claro”, acrescentou Lula, “que devemos continuar aprofundando o processo de complementariedade entre a economia brasileira e a venezuelana, inclusive por meio da celebração de parcerias estratégicas entre empresas”. Ele citou como exemplo dessas parceiras as associações entre a Companhia Vale do Rio Doce e a Corpozulia, entre a Lusa e a Fedeconstrucion e entre entidades como Suframa e a Corporação Venezuelana da Guayana. “Estou seguro que essas iniciativas contribuirão de forma importante para geração de empregos e riqueza para os nossos povos”, salientou. Lula disse também que “o momento atual nos dá esperança de que podemos seguir fazendo muito em prol de nossos países”. “Se em 2003 foi o ano marcado pela necessidade de superação de obstáculos, sobretudo na área econômica e comercial, vemos que 2004 vem dando indicações seguras de um novo ciclo econômico nos nossos países”, afirmou o presidente, acrescentando que os dois países estão com uma corrente de comércio “que aponta para algo próximo de 2 bilhões de dólares”. “E há uma possibilidade de expansão para algo próximo de 2 bilhões e meio de dólares em 2005”, acrescentou. Na opinião de Lula “decisões importantes, como a associação da Venezuela ao Mercosul e os sinais de recuperação econômica que vemos em nossos países, dão alento às nossas aspirações de, finalmente, proporcionar melhores condições de vida para as nossas populações”. “Devemos seguir colaborando para o estreitamento das relações entre nossos empresários. É esse diálogo que permite que as ações dos dois governos tenham reflexos positivos para os setores produtivos”, acrescentou o presidente Lula. REVITALIZAR
O COMÉRCIO Ele chamou a atenção para o “programa brasileiro de substituição competitiva de importações”. “Constitui, sem dúvida, um novo paradigma nas relações comerciais do Brasil com a América do Sul”, disse Lula. “Trata-se de iniciativa verdadeiramente inédita, sobretudo em vista de originar-se de um país em desenvolvimento”, prosseguiu. “Estamos decididos a revitalizar as correntes de comércio no continente Sul Americano”, completou. Dirigindo-se ao
“amigo Chávez”, Lula ressaltou que “a redução do desequilíbrio em
nossas balanças comerciais é a chave do sucesso para a criação de um espaço
econômico na América do Sul”. “A integração regional, que tanto
desejamos, passa pelo aumento do fluxo de comércio ente os países da Amazônia”,
frisou o presidente. INTEGRAÇÃO “Acreditamos na integração política, na integração econômica e na integração social de nosso continente”, afirmou Lula, salientando que “não haverá integração se não desativarmos a burocracia”. “Os presidentes vão ter que detectar os entraves e tomar uma decisão”, completou. “Eu penso que
esta reunião que estamos fazendo aqui hoje, é um novo marco na relação entre
Brasil e Venezuela. Nunca tivemos um momento tão propício para consolidarmos,
na prática, com projetos concretos, a teoria da integração política,
comercial e cultural que durante séculos perpassou toda a América do Sul”.
“As condições estão dadas, a bola não está apenas com o presidente Chávez
ou com o presidente Lula. A bola está com todos nós, porque, afinal de contas,
tal como no futebol, a atividade econômica é uma arte coletiva e temos que
executá-la juntos”, finalizou o presidente Lula.
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