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Cenpes cria a tecnologia que faz da Petrobras uma das mais premiadas do mundo

Ocupando uma área de 122 mil metros quadrados na Ilha do Fundão, onde se localiza o campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Cenpes (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello) ganhará um novo complexo que será construído em frente do atual e deverá ser inaugurado em 3 anos.

Em seus 137 laboratórios, 28 unidades pilotos, os cerca de 1.300 cientistas e técnicos têm a missão de aperfeiçoar e inovar a tecnologia aplicada pela Petrobras, com o objetivo de diminuir a margem de risco relacionada à busca e exploração de petróleo, pesquisar e desenvolver técnicas que, ao mesmo tempo, reduzam o custo e aumentem as reservas nacionais de petróleo. Nascido em 1963, o Cenpes é o herdeiro direto do Cenap (Cetro de Aperfeiçoamento de Pesquisa de Petróleo) criado em 1955 com a missão de formar profissionais especializados na cadeia de petróleo.

Em pouco tempo o Cenpes passou a ser um dos principais setores da empresa. Desde 1992, a Petrobras destina 1% do seu faturamento bruto para o Cenpes, o que resultou num investimento de US$ 1,24 bilhão entre os anos de 1995 e 2001. No período de 2002 a 2006, a empresa prevê um aporte financeiro da ordem de US$ 800 milhões. Além da excelência em pesquisa alcançada pela empresa, que transformou a Petrobras em líder mundial em exploração de campos marítimos profundos, o retorno financeiro também segue o ritmo: para cada US$ 1 aplicado em pesquisa, a Petrobras fatura entre US$ 8 e US$ 9.

Para ter um idéia da importância do Cenpes, basta observar a evolução das reservas do país: a Petrobras fechou 2002 com reservas de petróleo e gás na casa de 11 bilhões de barris. Desse total, 46% estão sob lâmina d’água de 400 a 1000 metros, e 29,9% em profundidades de água superior a 1000 metros. Ou seja, mais de 75% das reservas estão em águas profundas e ultraprofundas. Em 1987, a produção nessas águas correspondia a 1,7% do total nacional.   

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