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Estatal prepara uma revolução no uso do gás natural no país

A meta da Petrobras e do governo federal é elevar a participação do gás natural para um patamar de 14% da matriz energética, até 2010. Atualmente a participação do gás natural na matriz é de apenas 7,5% contra 23% da média mundial. Na Argentina, esse patamar está em 50%; é o país que possui a maior frota de veículos movidos a Gás Natural Veicular (GNV) do mundo. 

A descoberta do campo gigante de gás natural na Bacia de Santos, avaliado em 419 milhões de metros cúbicos – quase o dobro das reservas até então comprovadas – abriu o caminho para a massificação do seu uso, objetivo da Petrobras nos próximos anos. Para isso deverá ser construída uma malha interligada de gasodutos atingindo as principais cidades brasileiras, do sul ao Maranhão. Cinco projetos – um já aprovado e os outros em fase de estudo – englobam mais de US$ 3 bilhões. Com isso, prevê-se que sejam concluídos 10,5 mil quilômetros de gasodutos em 2006. Segundo a direção da empresa, será uma revolução no uso do gás.

O país já tem em operação 3.150 km de dutos, desde os campos de gás da Bolívia operados pela Petrobras, cruzando os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Indústrias, comércio, transporte, termelétricas e residências serão beneficiadas. Substituirá, por um preço muito mais acessível, o gás de botijão. Usado no transporte, é muito mais econômico do que a gasolina, e ecologicamente limpo. É seguro, porque é mais leve que o ar e em caso de vazamento se dissipa na atmosfera. Em 2006, gasoduto desde o campo de Urucu, na floresta amazônica, atenderá Manaus e Porto Velho.

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