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Gallo: “Hora de aplicar a CLT e garantir direitos a quem está na informalidade”

Presidente da Confederação Nacional dos Profissionais Liberais (CNPL), Luís Eduardo Galtério Gallo, defendeu “unicidade, CLT e crescimento”, no 2º Seminário Nacional das Categorias Profissionais Diferenciadas

“Este 2º Seminário Nacional das Categorias Profissionais Diferenciadas é mais uma demonstração de mobilização de sindicatos que defendem a sua unidade para enfrentar as ameaças de extinção de nossa categoria, como propõe o documento do Fórum Nacional do Trabalho (FNT) ao governo na ‘reforma’ da estrutura sindical brasileira”, afirmou Luís Eduardo Galtério Gallo, presidente da Confederação Nacional dos Profissionais Liberais (CNPL), no evento realizado nos últimos dias 14 e 15, em São Paulo.

Durante o Seminário, que reuniu lideranças de todo o país, Gallo condenou os que querem  justificar a reforma trabalhista taxando a CLT de antiga. “Uma lei que protege  os direitos trabalhistas durante 60 anos e que mesmo assim ainda não chegou em todos os locais de trabalho. São milhares na informalidade sem a carteira assinada, sem qualquer direito assegurado. Então o que é preciso ser feito? É aplicar a CLT pra valer e não desmontá-la”, ressaltou. 

RICA TRAJETÓRIA 

“O que está por traz desta reforma sindical são os interesses da Ciosl, do grande capital estrangeiro que quer diminuir custos com a flexibilização de direitos e a mutilação da CLT”, denunciou Gallo, frisando que “estamos unidos para resgatar e continuar a nossa história de 60 anos de grandes lutas, para evitar que a nossa categoria desapareça através de uma proposta de emenda constitucional”.

De acordo com o presidente da CNPL, “além da manutenção dos sindicatos por categorias profissionais, exigimos a defesa do sistema confederativo comprometido com as conquistas sociais e trabalhistas garantidas na Constituição de 88”.

Palestrante no evento, o deputado federal Michel Temer (PMDB-SP) destacou em sua intervenção a identidade com o sistema confederativo: “Estou junto com vocês pela defesa da unicidade sindical.  A estrutura confederativa é um direito tradicional que foi defendido e assegurado pela lei, onde os seus representantes lutam por justiça e para fazer valer os direitos dos trabalhadores”.

O professor Jéferson Barbosa, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Ensino e Cultura (Cnteec), declarou que “o projeto de reforma sindical do FNT, entregue no Congresso não é da classe trabalhadora deste país, porque é totalmente equivocado e fora da nossa realidade. Por isso, este seminário das categorias diferenciadas é um reflexo da união e da mobilização para impedir a ameaça de extinção do nosso poder de fogo. Lutamos para garantir que as nossas conquistas asseguradas na CLT e referendadas na Constituição não sejam jogadas no lixo”. E acrescentou: “A negociação coletiva entre os representantes dos segmentos dos trabalhadores e empregadores, garantidas na lei, é um grande avanço. E de acordo com a lei vigente, não se troca o legislado pelo negociado”.

Também palestrante do evento, o líder do PSB na Câmara Municipal do Rio de Janeiro defendeu que “é preciso preservar as conquistas do passado e avançar, mas não permitir que sejam surrupiadas com o retrocesso”. Maranhão defendeu a manutenção da estrutura sindical e do sistema confederativo, frisando a importância da união do movimento sindical brasileiro em defesa de sua história de lutas e conquistas.   

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