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Ruth Neto, vice-presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres:

“As mulheres africanas são fervorosas na luta pela libertação dos povos colonizados”

“Este seminário, com todos os presentes, testemunha o interesse de todos pelo continente africano, por suas dificuldades e seus progressos. As nossas mulheres estão engajadas desde muito cedo, desde os anos 60, nessa luta desigual. São poderosas por causa de seu brio, de seu valor histórico, de sua presença em zonas de guerra, bem como no debate político e muitas vezes fervorosas na sua contribuição para a luta pela libertação dos povos colonizados”, ressaltou Ruth Neto, vice-presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM).

A líder angolana destacou a força e união das mulheres africanas nas organizações internacionais que foi responsável pelo aumento da consciência de libertação de seus povos. “Com essa consciência foram criando, a nível nacional, associações e organizações. Mecanismos para mobilizar as mulheres a dedicar a sua atenção aos problemas que constataram serem essenciais para cada ser humano: a saúde, a educação, a pobreza e a violência”.

Ruth Neto avalia que, num futuro próximo, com a superação dessas desigualdades, os africanos poderão comemorar suas vitórias. “Também seremos capazes de expor o lado positivo, os progressos que nossos países têm feito com a colaboração das mulheres. É conhecida a expressão da vontade política das mulheres africanas ligadas à promessas feitas a si próprias, ao continente e ao mundo, num sinal concreto de demonstração do seu empenho e engajamento da luta pela prosperidade, liberdade, paz e justiça”.   

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