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“Destruíram um Estado aplicando o modelo de Hitler” “Na cidade de Brioni, em 7 de julho de 1991, uma declaração foi assinada detalhando a resolução pacífica do conflito na República Federativa Socialista da Iugoslávia (RFSI). Apoiando-se neste documento a Comunidade Européia se comprometeu a buscar uma solução pacífica que respeitasse a integridade territorial da Iugoslávia. Havia um processo que apoiava diversas soluções pacíficas. Ao invés de agir por esse caminho, Lord Carrington, em um encontro no dia 18 de outubro de 1991, expediu um ultimato, afirmando que não havia alternativa a não ser o desaparecimento da Iugoslávia. Este foi o modelo aplicado por Hitler em 1941.Valores nazistas ganharam a ordem do dia. O direito de destruição de um Estado teve prioridade sobre o dever da preservação de um membro da ONU. Na Croácia, crimes contra os sérvios começaram bem antes. Os mesmos métodos nas mesmas áreas onde o genocídio contra os sérvios começou em 1941 pelas formações da Utasha [organização fascista croata que atuou na II Guerra Mundial]. A quebra deste país, com a ligação dos croatas e eslovênios à indústria alemã, foi feita com aqueles que antes estiveram em associação com o império Austro-Húngaro e depois com o Terceiro Reich. O artigo de Klaus Kinkel, intitulado Política externa alemã, publicado em 19 de março no Frankfurter Zeitung diz: ‘alguma coisa precisa ser feita agora e que nós falhamos em fazer duas vezes no passado em relação ao exterior’. Então de acordo com do próprio ministro do Exterior da Alemanha a política externa desse país tem sido conseguir aquilo que não obteve em duas guerras mundiais. No dia do reconhecimento do separatismo da Croácia o próprio Helmut Kohl disse em um programa de TV: “existe uma relação particularmente intensa entre croatas e alemães que tem muita relação com a história”. Deixe-nos lembrar que os combatentes da Sérvia lutaram junto com os aliados na II Guerra Mundial e que as tropas do então denominado Estado Independente da Croácia, assim como algumas forças da Bósnia, lutaram ao lado das forças nazistas. Na época a bem conhecida Divisão Handzar da Bósnia foi à França e lá cometeram crimes sem precedentes. Quando símbolos da Utasha [organização fascista que atuou na Croácia na II Guerra] foram de novo trazidos à tona, leis foram passadas a toque de caixa e os sérvios perderam direitos consagrados em Constituição”.
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